HIP HOP MULHER

Cultura de Rua!

Espaço das mulheres, homens, jovens, e da família "Cultura"! Independente de classe, etnia, cor, religião. Que tem o HIP HOP em suas vidas.

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MJIBA

4º Mjiba em Ação - Comemoração ao Dia da Mulher Negra



Mjiba em Ação é um evento em comemoração à data 25 de Julho - Dia da Mulher Negra, instituído em São Domingos na República Dominicana no Congresso de Mulheres Afro-Latinas-Americanas e Afro-Caribenhas em 1992. No ano de 2012 completou 20 anos que diversos coletivos de Mulheres Negras ativistas na América Latina e Caribe reuniram-se para criar um documento para orientar as políticas públicas com o intuito de diminuir as desigualdades sociais que as mulheres negras ocupam, na base da pirâmide social. E a área da cultura é um importante aliado para conscientizar jovens mulheres negras no seu papel na sociedade e seu poder de transformação. 

Por isso a importância de realizar a 4ª edição do Mjiba em Ação,atividade que além da comemoração essa data, pretende discutir e dialogar com jovens mulheres negras e reúne as diversas linguagens artísticas como música, dança, literatura, teatro e artes visuais. O evento será realizado no CEU Três Lagos, Distrito do Grajaú, na Zona Sul da capital, o local foi escolhido pelas integrantes, que residem nas vizinhanças do espaço e também pela necessidade de promover essas temáticas na região. Foi observado também a importância de incluir as crianças para vivenciar a cultura negra com convidados que dialoguem com as mesmas, como contação de histórias e trupe de palhaços.

Esta atividade foi realizada por dois anos consecutivos, em 2004 e 2005 no mesmo espaço. E a terceira edição, no ano de 2012, contemplada pelo Programa VAI- 2012. E este ano, o evento integra o Projeto Mjiba – Pretextos de Mulheres Negras - proposta de política cultural para estimular a participação de jovens mulheres negras fortalecendo o seu fazer artístico aumentando a presença dessas artistas em espaços de destaque. A realização do projeto foi contemplado pelo Programa VAI/2013.


PROGRAMAÇÃO:

Dia 04 de agosto de 2013 - das 15h às 19h - CEU Três Lagos - Grajaú - Zona Sul

ESPECIAL CRIANÇAS:
Contação de histórias com Kiusam
Trupe Liuds (Palhaços)

POESIAS:
Rose Dorea
Tula Pillar
Tiely Queen

DISCOTECAGEM:
Dj Vivian Marques

BATE PAPO: 
Emprendedorismo Cultural + Desfile:
Ana Paula – Xongani
Raquel Deanto
Michelle Butique de Criola

MÚSICA:
Janine Mathias (Curitiba -PR)
Izzy Gordon

ENCERRAMENTO
Grupo Umoja – Percussão, música e dança

Equipe: Carmen Faustino, Elizandra Souza, Elidivânia Souza, Elisângela Souza e Thais Vitorino.
Foto: Chaia Dechen
Filmagem: Mel Duarte
Assessoria de imprensa: Jéssica Balbino.

Serviços:
Dia 04.08.2013 das 15h ás 19h
CEU Três Lagos. Zona Sul. Entrada Gratuita.
Rua Nereu Bertini Magalhães, 302.
Jardim Três Corações, Zona Sul.
Lotação no Term. Grajaú . Jardim Porto Velho (6016-41) ou Jardim Noronha (6016).
E-mail: mjiba.comunicacao@gmail.com

#Elizandra Souza# Contra a Redução da Maioridade Penal#





Bom dia, a educação vai mal
Transporte e Saúde vão mal
Moradia também vai mal
E vocês dizem que o problema é reduzir a
Maioridade penal?

O silêncio também mata
Eu digo não a redução da maioridade penal
Adolescer não pode ser crime
As ruas não podem ser campo minado
Cuidado,cuidado, cuidado

Rouba a brisa, opnião pública
Genocida noticia
Na manchete menor mata
Menor rouba, menor, menor

Na tela apenas sequela
De um sistema falido
Combater a consequencia
Mascarada fica a causa

Redução da maioridade penal
É dá tiros nos pés
Brincar de solução educacional
Prender o futuro no passado
Colocando curumins no sistema prisional

Xangô, sabe os meninos, no relento,
Cirandeiros no mundo
Descalços na roda da vida
Queremos justiça e liberdade,
E seguir os passos do vento...

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JÉSSICA BALBINO

Mulheres representam a periferia em encontro poético no Flipoços


Elizandra Souza, Lunna Rabeti e Lívia Cruz são as convidadas para o debate 

A partir das 16h da próxima terça-feira (30), o palco principal do Festival Literário de Poços de Caldas (Flipoços) recebe militantes do feminismo na cultura hip-hop e nas periferias brasileiras para um debate que explora a poesia feminina na literatura da periferia.
As convidadas são a jornalista e escritora Elizandra Souza, que em 2012 lançou o livro ‘Águas da Cabaça’, com os poemas escritos ao longo dos últimos anos, entre eles o  ‘Em Legítima Defesa’, que inspirou o videoclipe ‘Nada foi em Vão’, da cantora Lívia Cruz, que também é uma das convidadas para o debate. No material audiovisual, a cantora explorou a violência contra as mulheres e utilizou elementos poéticos e rostos femininos para lembrar que a cada 15 segundos, uma mulher é vítima de agressão no Brasil.
Para completar o debate, a convidada é a criadora da FrenteNacional de Mulheres do Hip-Hop (FNMH²), Lunna Rabeti, que em 2012 ajudou na criação do livro coletivo ‘Perifeminas’ que envolveu cerca de 60 mulheres das periferias de todo o Brasil.
Quem media o debate é a jornalista Jéssica Balbino, que pesquisa e escreve sobre a cultura hip-hop e a arte produzida nas periferias.

Sobre o Flipoços
Esta é a 8ª edição do Festival Literário que recebe escritores nacionais e internacionais e é o quarto maior do tipo realizado no Brasil. Há três anos a organização do evento dedica um dia à atrações e artes da periferia.  Além da mesa feminina, esta edição do evento recebe também Toni C., RAPadura e Marcelino Freire para um debate sobre literatura e periferia. 

A finalização será feita com uma palestra do rapper Dexter, que acompanhado de Dj Loo faz um pocket show no festival. O graffiteiro Eduardo Kobra também faz uma participação especial no evento.


Serviço – O encontro acontece no próxima terça-feira (30) a partir das 14h no Espaço Cultural da Urca. O debate com a temática feminina está marcado para as 16h. A entrada é gratuita. Mais informações podem ser obtidas pelo site do evento www.feiradolivropocosdecaldas.com.br

Não me diga que tudo vai dar certo...

A cada dia é um pedaço que vai embora, um fio de esperança que se rompe, um ciclo que nunca se fecha no polo positivo! Frustração, rejeição e sentimento de perda são constantes. Não há luz mais e o túnel também não termina. Me dizem que vai passar e que o tempo cura tudo. Cura? Ainda tenho feridas antigas e que sangram! Somadas às novas, quanto tempo seria necessário para que houvesse a cura?! Me falam também sobre ser forte! O que ninguém sabe é que nunca fui fraca e todo dia foi uma luta! Sempre foi mais difícil e eu sempre sorri, pra que fosse mais leve! Sempre tentei acreditar que haveria um final, ou que a luz nunca se apagaria! Mas estou no meio de um túnel, no escuro, sozinha e sem esperança de sair de dentro dele! Perdi muita gente importante dentro desse túnel e só o que vejo é o limbo ... e neste caso sei que é só uma questão de tempo até que eu fique ainda mais sozinha! Cansei de me ajoelhar e orar, Valdemar, pedir, esperar, ter fé e paciência! Tudo isso foi minando, junto com a luz que foi ficando cada vez mais fraca até se apagar por completo! Mas ainda me dizem que é preciso ter fé e lutar, como se eu não tivesse feito isso a vida inteira ... Como se algum dia tivesse sido fácil! É claro que eu errei! Errei muito! Mas me arrependi, aprendi, mudei! Melhorei! Mas nunca mereci nada e todas conquistas me foram tiradas! Não tenho mais força e nem vontade de seguir! Não consigo mais! Mas este não é mais um pedido desesperado de socorro! Não é nada ... É só uma dor escrita, num diario aberto ! É só um restinho de amor próprio que teima em existir e me faz sofrer ainda mais! Minha vontade é me enterrar em mim mesma e só! Aceitar essa escuridão e entender que algumas pessoas são abençoadas e outras não ! Que assim como sou rejeitada pelos seres humanos, também sou por um Deus que não gosta muito de mim! E nao venham me dizer que Deus esta me poupando, que sabe o que e melhor pra mim e que esta guardando algo muito bom. Isso ate funcionaria se em algum momento eu tivesse conseguido algo que eu quis, ou se em algum momento eu tivesse sido aceita e nao rejeitada o tempo todo. Não me peçam nada e nem me digam que tudo vai ficar bem! Eu sempre acreditei e nunca ficou! Já doeu vezes demais pra que eu me machuque mais e mais uma vez! Não posso me enganar novamente! Não posso sorrir mais. falsamente, fingindo que sou forte, que acredito em Deus e que um dia as coisas vão dar certo. Elas não vão! Eu sou perdedora e pra isso não há remédios! Uns merecem, outros não. Eu sou da segunda turma! Não quero pena, nem falsa ajuda! Quero um remédio que cure essa dor! Não hoje, não agora! Pra sempre! E não, isso não é uma indireta! Não precisam vestir carapuça que é só uma reflexão !!! No fundo, eu só quero o fim, mesmo que seja no meio do túnel e não no final, como insistem que eu devo chegar, mesmo com essa dor insuportável! Física, mental e sentimental! Só a dor me preenche e tem sido minha companhia!

 

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Introdução

É considerado maltrato infanto-juvenil doméstico aquele que acontece dentro de casa, tendo como vítimas crianças e adolescentes e é geralmente cometido pelo responsável que deveria cuidá-los. Inclui basicamente quatro tipos de situações: o dano físico, o dano psíquico ou emocional, a negligência e/ou o abandono e o abuso sexual.

Cada uma tem formas específicas de manifestação, mas o que é comum a todas elas são os transtornos graves e crônicos no funcionamento familiar, que se transmitem de uma geração para a outra: 20 a 30% das crianças maltratadas convertem-se em adultos violentos.

Até a alguns anos atrás, pensava-se que o maltrato infantil era conseqüência de transtornos psicológicos individuais, alcoolismo, toxicomania, ou de carências financeiras ou educativas.
As investigações atuais demonstram que, na realidade, é o produto de uma conjunção de fatores relacionados ao modelo familiar e social que valida a violência como procedimento aceitável para a solução de conflitos.

Pode adotar distintas formas, algumas mais fáceis de serem detectadas do que outras, mas todas denunciam um latente problema de saúde, que demanda abordagens multidisciplinares e soluções oportunas para cortar o ciclo da dor e resgatar a vítima de seqüelas importantíssimas, que a condicionará ao longo de sua vida.

Em realidade, geralmente diferentes formas de violência ocorrem simultaneamente, mas de modo descritivo elas consistem em:

Maltrato físico


É o tipo de violência mais evidente e fácil de detectar. Trata-se de lesões provocadas por qualquer motivo, incluindo as reações a condutas indesejadas pelos pais ou responsáveis pela criança. Podem confundir-se com lesões acidentais, porém o olho treinado de um pediatra ou docente saberá distingüí-las.

Existem diferentes tipos: escoriações, hematomas, luxações, fraturas, queimaduras, feridas por objetos cortantes, desgarros, lesões vicerais. As lesões podem ser provocadas por impacto, penetração, calor, uso de substâncias caústicas, substâncias químicas ou drogas.

Em geral, quando o adulto leva a criança a uma consulta médica, existem vários fatores que levam a suspeitar que certas lesões não sejam acidentais. O pediatra suspeitará quando:
a) Existem discrepâncias entre o relato do acontecimento e as lesões que se observam. Por exemplo: lesões em ambos os lados do corpo ou com diferentes graus de evolução, com a alegação que foram ocasionadas por uma queda de bicicleta. A lógica indica que neste tipo de acidente observam-se lesões no setor sobre o qual caiu o paciente, fundamentalmente nas zonas expostas e nas proeminências ósseas.

b) O tempo transcorrido entre o suposto acidente e a consulta é prolongado, ocorrendo várias horas, dias ou semanas mais tarde.

c) A consulta é realizada durante a noite ou madrugada. Os responsáveis pelo mau trato sabem que o pessoal de plantão está cansado, menos alerta e menos disposto a aprofundar o interrogatório.

d) Existem outros "acidentes" (fraturas, lesões), atendidos anteriormente em diferentes centros assistenciais.

e) Ainda que o relato e a atitude dos pais durante a consulta possam ser de aparente preocupação e de extensiva colaboração com a equipe médica, percebe-se uma chamativa ausência de angústia quanto à gravidade das lesões. Isto não ocorre habitualmente com os pais de crianças acidentadas.

Maltrato emocional


É interessante destacar que é uma das formas de maltrato infantil mais difícil de diagnosticar. Geralmente, detecta-se quando associado a outros quadros severos de maltrato e ainda que confirmada a suspeita, a intervenção dos profissionais e/ou do sistema legal ocorre de forma mais cautelosa.

É a conseqüência da hostilidade verbal crônica em forma de burla, desprezo, crítica ou ameaça de abandono e constante bloqueio das iniciativas de interação infantil. Quem maltrata psiquicamente pode adotar atitudes tais como de humilhar a criança frente aos outros, privá-la de saídas e de sua integração social, utilizando para isto desde apenas evitar a socialização como até encerrar a criança em casa.

Pode-se ilustrar este tipo de maltrato dizendo que os filhos podem ser atingidos com atitudes, gestos e palavras, ou simplesmente rechaçando a individualidade da criança ou do adolescente de maneira tal, que impeça o seu desenvolvimento psicológico normal.

Os efeitos do maltrato emocional são observados:

· no vínculo afetivo entre a criança e o adulto;

· nos baixos níveis de adaptação e funcionamento social: dificuldade para estabelecer vínculos amistosos, problemas com os pares, problemas com a comunidade;

· nos problemas de conduta: agressividade, condutas destrutivas, condutas anti-sociais;

· nos transtornos na área cognitiva e na solução de situações problemáticas;

· nos fracassos escolares;

· na tristeza e depressão: baixa autoestima, instabilidade emocional, tendências suicidas, e

· nos temores e sintomas físicos (mais freqüentes nas crianças pequenas): síndrome de falta de progresso, perda do apetite, enurese.

Negligência e/ou abandono


Fala-se de negligência quando o adulto permanece junto ao filho, privando-lhe parcialmente e em grau variável de atenção adequada e necessária. Esta desatenção pode provocar quadros de desnutrição de segundo e terceiro graus (sem que haja a princípio nenhum fator orgânico determinante), descuido frente a situações perigosas e acidentes freqüentes, imunizações incompletas, deserções escolares, desconhecimento de atividades extra-familiares, desinteresse, etc.

Abuso sexual


É uma das formas mais graves de maltrato infantil, consiste na utilização de um menor para satisfação dos desejos sexuais de um adulto, encarregado dos cuidados da criança ou alguém no qual este confie. Qualquer tipo de aproximação sexual inadequada que aconteça entre menores de diferentes etapas evolutivas e/ou o uso de algum tipo de coerção (física ou emocional), também se considera abuso sexual.

O abuso sexual reiterado não distingue classe social, nem nível sócio-cultural, constitui um dos traumas psíquicos mais intensos e tem conseqüências sumamente destrutivas na personalidade da vítima.

Os indicadores específicos de abuso sexual infantil são:

Físicos


· Lesões nas zonas genital e/ou anal
· Sangramento pela vagina e/ou pelo ânus
· Infecções do trato genital
· Gravidez
· Qualquer um dos indicadores anteriores junto com hematomas ou escoriações no resto do corpo, como conseqüência do maltrato físico associado

Psicológicos


· Relato da vítma

Em crianças em idade pré-escolar também podem ser indicadores: condutas hipersexualizadas e/ou auto-eróticas; transtornos do sono (pesadelos, terrores noturnos); condutas regressivas; enurese; retração social; temores inexplicáveis ante pessoas ou situações determinadas.

Também podem ocorrer mudanças bruscas no rendimento escolar; problemas com figuras de autoridade; mentiras; fugas de casa; fobias; excessiva submissão frente ao adulto; coerção sexual dirigida a outras crianças; queixas somáticas (dores de cabeça e abdominais); delinqüência.

Nos adolescentes alguns indicadores de abuso sexual são: prostituição; coerção sexual dirigida à crianças; promiscuidade sexual; uso de drogas; condutas auto-agressivas; delinqüência; excessiva inibição sexual; anorexia e bulimia.

Nos adultos pode-se observar transtornos psiquiátricos; disfunções sexuais; transtornos alimentares.

Seqüelas e reabilitação


Os maus tratos na infância deixam seqüelas no desenvolvimento emocional das vítimas e se tornam praticamente irreversíveis quando o maltrato for crônico. Entre os antecedentes de jovens e adultos com transtornos graves de personalidade (neuróticos), encontra-se sempre alguma forma de maltrato na infância e na adolescência.

Segundo especialistas, nos casos de maltrato físico, emocional e negligência, a reabilitação familiar é possível em 70 ou 75%, sempre que se cumpram os tratamentos indicados. Nos casos de abuso sexual a possibilidade de reabilitação é variável, porque com freqüência se torna impossível restabelecer a convivência.

É muito importante, quando se suspeita ou se confirma o maltrato infantil, avaliar o grau de risco familiar antes que a criança volte para casa. Isto requer tempo e a intervenção de uma equipe interdisciplinar especializada composta de médicos, psicólogos, assistentes sociais e advogados.

Por outro lado, o assessoramento e a intervenção planificada a nível governamental e comunitário são fundamentais para evitar que as vítimas fiquem expostas a uma situação de risco pior que o motivo da consulta.



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