HIP HOP MULHER

Cultura de Rua!

BONDE DA JUJU - Um Funk que não Representa as Mulheres

O que vocês acham, mulheres do hip hop que se utiliza da música para dialogar e expor os problemas vivemos em nossa sociedade incluisve sobre as mulheres, deste tipo de música (FUNK)que tambem dialoga com a juventude em especial as mulheres e que a cada vez esta sendo valorizada pela sociedade machista.

Esse FUNK que não é o FUNK que conhecemos com qualidade e conteudo, deem a opinião de vcs, porque as garotinhas, jovens e adultas se submetem a expor seus corpos e sua sensualidade em prol ao mundo da fantasia sexual dos homens, reforçam nossa imagem como objeto de desejo e de posse, estimulando assim a violência contra as mulheres, exploração sexual infantil e o trafico de mulheres no seu mais alto nivel.

 Meninas, que a cada dia mais acham normal transar sem camisinha, ser mãe na infancia, ser chamada de vadia sem perceber a conotação machista e sexista que a palavra carrega.

Falem ai o qu acham, eu to indignada com os FUNKS sem noção, e nós mulheres na omissão de fazer um rap detonando esses manos.

 

 

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então,acredito que qdo existe adesão por parte das proprias mulheres é mais difícil de combater,cito festinhas de criança que acaba rolando os piores.só um adendo,tem funk feito por alguns,com essa roupagem acaba sedo tão legitimo qto do james brown.
Um dos grandes problemas é o uso do ritmo cativante para passar letras que detonam a imagem da mulher, etc. Em todos os espaços, principalmente no sudeste o funk é uma febre.
O que fazer????!!! Temos que combater isso com o próprio ritmo, criando e resgatando músicas que falam de luta e vida digna na favela que fizeram muito sucesso há alguns anos atrás.

Os ritmos que mais são explorados pra passar essa idéia negativa são: funk carioca, forró, axé e rap (de duplo sentido), e por aí vai.... Não fiquemos só no funk, existem letras e músicas com mensagens que fazem sucesso piores por aí....
Ta aih , FUNKS sem noção ... isso é uma vergonha pras mulheres e para o Brasil .No esterior o Brasil é um pais q desvaloriza as mulheres ,varios gringos pensam nas brasileiras como um ato sexsual ,e sabemos q não é bem assim ... mas infelismente estão tornando isso assim .
Muitas vezes passa despercebido por algumas mulheres que se submetem a isso, elas próprias não percebem a forma que estão sendo usadas, não só no funk e na música em geral, mas na publicidade também, nas ações corriqueiras do dia a dia, nas atitudes perante os fatos e relações de gênero e entre outras situações das milhares em que a prática feminista deve ser efetivada para alcançarmos maior valorização como seres humanos que somos.
Acho que neste momento em que a mulher participa e se submete a se expor desta forma é que ela demonstra verdadeiramente que é alienada a falsas ideologias e de papeis sociais que se reforçam culturalmente, e o pior, homens usam isso como argumento para dizer que o feminismo é algo que morreu, pois as próprias mulheres são condizentes a estas situações, não acredito que seja assim, acredito que é preciso mostrar o outro lado da atitude inconsciente de mulheres que agem desta forma, achando ser mais mulher por mostrar sua sensualidade, é preciso mostrar que há outras formas de se ser mulher sem precisar vulgarizar e expor a sensualidade.
Você está preocupada com o Funk? é isso mesmo que eu entendi? Acho que tem coisas mais importante na nossa sociedade pra nos preocuparmos do que o dito funk, aliás essas pessoas que fazem o funk sabemos que são, de onde elas vem, sua origem étnica e de classe, são pessoas parecidas com a gente, que moram em locais zuados e que absorvem a banalidade do mundo burguês que entre outras inclui a mulher como da forma que eles escrevem no dito funk..

Sem limitar a questão vamos chegar num consenso: A RIGOR TODOS OS ESTILOS MUSICAIS SÃO MACHISTAS, PEGA UMA LETRA DO DJAVAN E FAÇA UMA ANÁLISE MINUSSIOSA E VEJA COMO A MULHER APARECE, SÓ QUE NINGUÉM VAI QUESTIONAR ESSA MÚSICA ELITIZADA E SABEMOS O PORQUE..

PRESTE ATENÇÃO COMO QUE O PRÓPRIO RAP TRATA A MULHER, NOMES CONSAGRADOS DO RAP AINDA REPRODUZEM CERTOS ESTEREÓTIPOS PRECONCEITUOSOS EM RELAÇÃO AS MULHERES, PODERIA CITAR AQUI OUTROS ESTILOS, AGORA NÃO ENTENDO O PORQUE SÓ O FUNK DEVE SER COMBATIDO NA SUA VISÃO FABIANA.

ACHO QUE SE FOR SEGUIR A SUA OPINIÃO ESTAREMOS AINDA ATACANDO A PONTA DA CONSEQUÊNCIA, O LADO MAIS ALIENADO DA VIDA, A BANALIZAÇÃO POSTA NESSE RÍTIMO QUESTIONADO POR VC VAI EXISTIR, PORQUE ELA NADA MAIS É DO QUE A PRÓPRIA REPRODUÇÃO DE VALORES CRISTALIZADOS DESSE MUNDO MACHISTA, SERÁ QUE O CAMINHO PARA DETONAR COM ESSES VALORES PRECONCEITUOSOS É COMBATER O FUNK???

SABEMOS BEM QUE ANTES DO FUNK O MACHISMO JÁ ESTAVA MAIS DO QUE CONSOLIDADO NESTE MUNDO, OS ESTUDOS HISTÓRICOS O COMPROVAM, COMBATER O MACHISMO POR ESSA VIA, BATENDO EM CACHORRO MORTO VAI ADIANTAR O QUE? SE FOR PRA FAZER ESSE TIPO DE QUESTIONAMENTO PORQUE VC NÃO INCLUI NA SUA ANÁLISE TODOS OS OUTROS RITIMOS, INCLUSIVE OS QUE EMANAM DA MUSICA ELITIZADA QUE É ACLAMADA ATÉ MESMO POR MUITAS MULHERES, (CITO A MPB QUE DE FORMA POÉTICA, COM UMA ESCRITA SOFISTICADA REFORÇA ESTEREÓTIPOS MACHISTAS).

JÁ SABEMOS QUE "AS IDÉIAS QUE PREDOMINAM NUMA ÉPOCA SÃO AS IDÉIAS DA CLASSE DOMINANTE" (MARX), LOGO SERÁ QUE ESSA VIA DE QUESTIONAMENTO AO FUNK É ATACAR A RAÍZ DA PRODUÇÃO DESSAS IDÉIAS?

SE NÃO FOR FEITA UMA ANÁLISE IMANENTE DA REALIDADE IREMOS FICARMOS PATINANDO E PERDENDO TEMPO COM QUESTÕES QUE NÃO TRARÃO AVANÇAS NA LUTA CONTRA O MACHISMO....

PRESTEM ATENÇÃO COMPANHEIRAS.....

Acredito que o grande problema não está no Funk e sim nas pessoas...

É tudo questão de oferta e demanda.

eles dão aquilo que as pessoas querem consumir, então o problema não está na música e sim nas pessoas alienadas que passam seus dias escultando esses tipos de coisas.

Agente precisa fazer elas entenderem o que faz , a maioria nem liga pra letra só quer dançar , é fod... não percebem o que faz , a dimensão !

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Introdução

É considerado maltrato infanto-juvenil doméstico aquele que acontece dentro de casa, tendo como vítimas crianças e adolescentes e é geralmente cometido pelo responsável que deveria cuidá-los. Inclui basicamente quatro tipos de situações: o dano físico, o dano psíquico ou emocional, a negligência e/ou o abandono e o abuso sexual.

Cada uma tem formas específicas de manifestação, mas o que é comum a todas elas são os transtornos graves e crônicos no funcionamento familiar, que se transmitem de uma geração para a outra: 20 a 30% das crianças maltratadas convertem-se em adultos violentos.

Até a alguns anos atrás, pensava-se que o maltrato infantil era conseqüência de transtornos psicológicos individuais, alcoolismo, toxicomania, ou de carências financeiras ou educativas.
As investigações atuais demonstram que, na realidade, é o produto de uma conjunção de fatores relacionados ao modelo familiar e social que valida a violência como procedimento aceitável para a solução de conflitos.

Pode adotar distintas formas, algumas mais fáceis de serem detectadas do que outras, mas todas denunciam um latente problema de saúde, que demanda abordagens multidisciplinares e soluções oportunas para cortar o ciclo da dor e resgatar a vítima de seqüelas importantíssimas, que a condicionará ao longo de sua vida.

Em realidade, geralmente diferentes formas de violência ocorrem simultaneamente, mas de modo descritivo elas consistem em:

Maltrato físico


É o tipo de violência mais evidente e fácil de detectar. Trata-se de lesões provocadas por qualquer motivo, incluindo as reações a condutas indesejadas pelos pais ou responsáveis pela criança. Podem confundir-se com lesões acidentais, porém o olho treinado de um pediatra ou docente saberá distingüí-las.

Existem diferentes tipos: escoriações, hematomas, luxações, fraturas, queimaduras, feridas por objetos cortantes, desgarros, lesões vicerais. As lesões podem ser provocadas por impacto, penetração, calor, uso de substâncias caústicas, substâncias químicas ou drogas.

Em geral, quando o adulto leva a criança a uma consulta médica, existem vários fatores que levam a suspeitar que certas lesões não sejam acidentais. O pediatra suspeitará quando:
a) Existem discrepâncias entre o relato do acontecimento e as lesões que se observam. Por exemplo: lesões em ambos os lados do corpo ou com diferentes graus de evolução, com a alegação que foram ocasionadas por uma queda de bicicleta. A lógica indica que neste tipo de acidente observam-se lesões no setor sobre o qual caiu o paciente, fundamentalmente nas zonas expostas e nas proeminências ósseas.

b) O tempo transcorrido entre o suposto acidente e a consulta é prolongado, ocorrendo várias horas, dias ou semanas mais tarde.

c) A consulta é realizada durante a noite ou madrugada. Os responsáveis pelo mau trato sabem que o pessoal de plantão está cansado, menos alerta e menos disposto a aprofundar o interrogatório.

d) Existem outros "acidentes" (fraturas, lesões), atendidos anteriormente em diferentes centros assistenciais.

e) Ainda que o relato e a atitude dos pais durante a consulta possam ser de aparente preocupação e de extensiva colaboração com a equipe médica, percebe-se uma chamativa ausência de angústia quanto à gravidade das lesões. Isto não ocorre habitualmente com os pais de crianças acidentadas.

Maltrato emocional


É interessante destacar que é uma das formas de maltrato infantil mais difícil de diagnosticar. Geralmente, detecta-se quando associado a outros quadros severos de maltrato e ainda que confirmada a suspeita, a intervenção dos profissionais e/ou do sistema legal ocorre de forma mais cautelosa.

É a conseqüência da hostilidade verbal crônica em forma de burla, desprezo, crítica ou ameaça de abandono e constante bloqueio das iniciativas de interação infantil. Quem maltrata psiquicamente pode adotar atitudes tais como de humilhar a criança frente aos outros, privá-la de saídas e de sua integração social, utilizando para isto desde apenas evitar a socialização como até encerrar a criança em casa.

Pode-se ilustrar este tipo de maltrato dizendo que os filhos podem ser atingidos com atitudes, gestos e palavras, ou simplesmente rechaçando a individualidade da criança ou do adolescente de maneira tal, que impeça o seu desenvolvimento psicológico normal.

Os efeitos do maltrato emocional são observados:

· no vínculo afetivo entre a criança e o adulto;

· nos baixos níveis de adaptação e funcionamento social: dificuldade para estabelecer vínculos amistosos, problemas com os pares, problemas com a comunidade;

· nos problemas de conduta: agressividade, condutas destrutivas, condutas anti-sociais;

· nos transtornos na área cognitiva e na solução de situações problemáticas;

· nos fracassos escolares;

· na tristeza e depressão: baixa autoestima, instabilidade emocional, tendências suicidas, e

· nos temores e sintomas físicos (mais freqüentes nas crianças pequenas): síndrome de falta de progresso, perda do apetite, enurese.

Negligência e/ou abandono


Fala-se de negligência quando o adulto permanece junto ao filho, privando-lhe parcialmente e em grau variável de atenção adequada e necessária. Esta desatenção pode provocar quadros de desnutrição de segundo e terceiro graus (sem que haja a princípio nenhum fator orgânico determinante), descuido frente a situações perigosas e acidentes freqüentes, imunizações incompletas, deserções escolares, desconhecimento de atividades extra-familiares, desinteresse, etc.

Abuso sexual


É uma das formas mais graves de maltrato infantil, consiste na utilização de um menor para satisfação dos desejos sexuais de um adulto, encarregado dos cuidados da criança ou alguém no qual este confie. Qualquer tipo de aproximação sexual inadequada que aconteça entre menores de diferentes etapas evolutivas e/ou o uso de algum tipo de coerção (física ou emocional), também se considera abuso sexual.

O abuso sexual reiterado não distingue classe social, nem nível sócio-cultural, constitui um dos traumas psíquicos mais intensos e tem conseqüências sumamente destrutivas na personalidade da vítima.

Os indicadores específicos de abuso sexual infantil são:

Físicos


· Lesões nas zonas genital e/ou anal
· Sangramento pela vagina e/ou pelo ânus
· Infecções do trato genital
· Gravidez
· Qualquer um dos indicadores anteriores junto com hematomas ou escoriações no resto do corpo, como conseqüência do maltrato físico associado

Psicológicos


· Relato da vítma

Em crianças em idade pré-escolar também podem ser indicadores: condutas hipersexualizadas e/ou auto-eróticas; transtornos do sono (pesadelos, terrores noturnos); condutas regressivas; enurese; retração social; temores inexplicáveis ante pessoas ou situações determinadas.

Também podem ocorrer mudanças bruscas no rendimento escolar; problemas com figuras de autoridade; mentiras; fugas de casa; fobias; excessiva submissão frente ao adulto; coerção sexual dirigida a outras crianças; queixas somáticas (dores de cabeça e abdominais); delinqüência.

Nos adolescentes alguns indicadores de abuso sexual são: prostituição; coerção sexual dirigida à crianças; promiscuidade sexual; uso de drogas; condutas auto-agressivas; delinqüência; excessiva inibição sexual; anorexia e bulimia.

Nos adultos pode-se observar transtornos psiquiátricos; disfunções sexuais; transtornos alimentares.

Seqüelas e reabilitação


Os maus tratos na infância deixam seqüelas no desenvolvimento emocional das vítimas e se tornam praticamente irreversíveis quando o maltrato for crônico. Entre os antecedentes de jovens e adultos com transtornos graves de personalidade (neuróticos), encontra-se sempre alguma forma de maltrato na infância e na adolescência.

Segundo especialistas, nos casos de maltrato físico, emocional e negligência, a reabilitação familiar é possível em 70 ou 75%, sempre que se cumpram os tratamentos indicados. Nos casos de abuso sexual a possibilidade de reabilitação é variável, porque com freqüência se torna impossível restabelecer a convivência.

É muito importante, quando se suspeita ou se confirma o maltrato infantil, avaliar o grau de risco familiar antes que a criança volte para casa. Isto requer tempo e a intervenção de uma equipe interdisciplinar especializada composta de médicos, psicólogos, assistentes sociais e advogados.

Por outro lado, o assessoramento e a intervenção planificada a nível governamental e comunitário são fundamentais para evitar que as vítimas fiquem expostas a uma situação de risco pior que o motivo da consulta.



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