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NOVO LOGO DO PROJETO!! BEM VINDE 2020

ESSE É O NOVO LOGO DO PROJETO HIP HOP MULHER QUE AGORA RECEBEU O CERTIFICADO DE PONTO DE CULTURA!! 
NO LOGO, PRODUZIDO PELA TURMA DE MARKETING DO MACKENZIE TRAZ UM ÍCONE PARA CADA ATIVIDADE PROMOVIDA PELO PROJETO. CONTEMPLANDO ASSIM, AS VÁRIAS AÇÕES QUE O HIPHOP MULHER PROMOVE!





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GALERA! Antes de fechar a página, não esqueçam de clicar em SAIR; Pois vocês poderão ter os perfis clonados ou usados de forma indevida.

Qualquer tipo de conteúdo impróprio (pornográfico, homofóbico, racista, lesbofóbico, que conduz à violência, etc), terá seu perfil BANID@ da REDE.

IMPRESSÕES, CRÍTICAS, CARTAS E AFINS SOBRE O 1º ENCONTRO HIP HOP MULHER.

OLÁ MENINAS QUE PARTICIPARAM DIRETA OU INDIRETAMENTE DO 1º ENCONTRO HIP HOP MULHER.
ESTOU INICIANDO ESSE TÓPICO PARA FACILITAR E COLOCAR PARA TODAS AS PESSOAS QUE ACOMPANHAM O PROJETO, AS IMPRESSÕES DAS PRÓPRIAS PARTICIPANTES DESSE ENCONTRO. SEGUEM ABAIXO, ALGUNS TEXTOS DE ALGUMAS PARTICIPANTES, E AGUARDAMOS SUA PARTICIPAÇÃO NESSE FÓRUM.
ESTAMOS ABRINDO ESSE ESPAÇO PARA QUE NÃO FIQUEMOS NUM "BATE-BOLA" DE DISCUSSÃO, ONDE NEM TODAS ESTÃO RECEBENDO AS MENSAGENS POIS PERCEBI QUE NÃO ESTÃO COPIADAS NOS E-MAILS DAS RESPOSTAS.
COMEÇAMOS O TÓPICO COM A CARTA DA BIANCA, DO COLETIVO PÃO E ROSAS (que iniciou a discussão por e-mail, onde nem todas estavam copiadas).
BJOS EM TODAS. TIELY QUEEN.

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Respostas a este tópico

ESSA FOI A CARTA DA COMPANHEIRA BIANCA:

Nota pública sobre o Encontro Nacional do Hip Hop Mulher

Nos dias 25 e 26/07 foi realizado o 1° Encontro Nacional do Hip Hop Mulher, evento este que é subsidiado pelo programa da Secretaria de Cultura do Estado, o PROAC, apoiado pelo Centro Cultural da Espanha e pela ONG Ação Educativa. Durante os dois dias de programação as 50 mulheres selecionadas participaram de diversas oficinas e uma mesa de debate. A única e principal mesa de debate foi composta por representantes dos 4 elementos, organização do evento, Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, Centro Cultural da Espanha e Ação educativa. A fala das instituições apoiadoras refletiu bem a limitação a qual a institucionalização e o atrelamento ao Poder Público impõem ao Movimento. Seus discursos giraram em torno da “importância” das Mulheres, e o Hip Hop como um todo, se instruírem e disputarem a verba cedida pelo governo à cultura, com a indicação, inclusive, de que recorram a cursos de formação para edição de projetos de Hip Hop. Na fala do representante da Organização Não Governamental (só no nome), Ação Educativa, foi uma das que mais reivindicou a importância da articulação do Movimento junto ao “Poder Público”, saudando o “espírito empreendedor” que se deve ter ao fazer essa aliança. Os espaços para que se debatessem e questionassem a sagaz “filantropia” governamental foram escassos e o encontro em muitas vezes se viu preso a consigna de um “Hip Hop acima das classes, cores,...” esvaziando por completo a discussão política que se poderia fazer de auto-organização do Movimento Hip Hop, junto às demandas da classe trabalhadora, e do povo preto e pobre.

Vale retomar parte da experiência que o nosso movimento experimentou junto aos governos no Brasil, desde sua marginalização e aversão da burguesia num passado recente, passando pela tentativa (em diversas vezes vitoriosa) de se apropriar deste para manipulação das massas e ilusões eleitoreiras, até a despolitização completa descaracterizando-o enquanto movimento político e atribuindo o estereotipo de mero movimento cultural, da arte pela arte. Essa ofensiva de engessamento do Hip Hop provém de uma estratégia descarada de estancar qualquer tipo de levante da população explorada e oprimida, já que o Hip Hop discute a realidade periférica e reproduz suas maiores contradições raciais, de gênero,...sobretudo de classe.

Ao longo da programação várias situações refletiram estas limitações, como a oficina de Diversidade Sexual que não discutiu o papel que o Estado, seu aparato repressivo (a polícia) e Igreja cumprem para com a comunidade GLBTTI, embora tenho esclarecido muito sobre orientação sexual e identidade de gênero; oficinas com tema centrado em conquista de espaços de poder e direitos dentro da sociedade capitalista, sem pensar além dos muros da exploração e propondo uma adaptação reformista ao sistema vigente.

O encerramento do evento aconteceu com uma Festa a qual abarcava diversos shows com apresentações de Grupos de Rap, uma Crew de DJ’s e Roda de Breakin com mulheres que participaram das oficinas e mesa de debate. Aos poucos as contradições foram se estreitando até chegar no estopim ao final da festa. A princípio as Mestras de Cerimônia da Festa eram Biba e Rúbia, ambas da organização do evento e estiveram presentes em todas as atividades do evento; em certa altura dos shows a, previamente selecionada embora ausente nas discussões, MC Poetiza foi chamada a assumir o microfone. Ao longo das apresentações vários grupos de Rap cantaram muito do que havia sido discutido ao longo dos dois dias de evento, salientando a importância da mulher se valorizar. Denunciaram racismo, machismo, entre outros preconceitos e opressões em suas letras. Após a apresentação dessas mulheres, subiu ao palco Flora Matos, MC patrocinada pela Nike. A única MC a cantar 3 músicas apenas expressa o nível de atrelamento ao qual o Hip Hop se depara não apenas com o setor público mas também às empresas privadas, como a Nike, a qual comercializa e lucra cada par de tênis a partir da exploração, muitas vezes semi-escravista, de trabalhadores em países semi-coloniais. Por fim aconteceu o show da Poetiza o qual consistia em letras egocêntricas e despolitizadas que reproduziam um machismo escancarado em que a única forma para que a mulher seja “valorizada” é através da exposição de seu corpo como um produto de mercado, tal como vemos nos shows de axé e funk carioca. O que se mostrou foi uma imensa incoerência para com o que se havia tido anteriormente como postura assumida pelas demais MCs que se mostravam avessas à banalização e mercantilização do corpo feminino.

O desfecho o qual a festa tomou foi uma indignação quase consensual por parte do público feminino cuja conseqüência foi a invasão do palco por parte de uma dessas mulheres que revoltada se opunha a banalização ostentada naquele show. Houve muita confusão e discussão e prontamente a Polícia foi contatada para averiguar a “baderna” estabelecida pelo Hip Hop no ambiente da Ação Educativa, espaço que NÃO É NADA NOSSO!

Desde já o grupo de mulheres Pão e Rosas gostaria de explicitar como legítima a indignação expressa pela companheira e se colocar incondicionalmente em sua defesa. Colocamo-nos também em defesa de todas as mulheres que se sentiram indignadas com a situação, pois têm a clareza do quanto essa reprodução do machismo dentro do Hip Hop prejudica e retrocede o trabalho de todas as mulheres resistentes e feministas que dentro dele militam. Gostaríamos também de fazer um chamado para que essas mulheres rompam com a institucionalidade e se auto-organizem por um Hip Hop classista, em serviço da classe trabalhadora e independente da camarilha burguesa do Estado, das empresas e das ONGs.

Bianca, Pão e Rosas Brasil

www.nucleopaoerosas.blogspot.com
ESTA FOI A RESPOSTA DE TIELY QUEEN PARA BIANCA. DO COLETIVO PÃO E ROSAS:

Espero ser coerente nas palavras que seguem:

Não estou falando pelo projeto, não estou falando pelo hip hop. Estou falando como artista que me conheço desde os 13 anos de idade (quando nem dinheiro pra comprar um Le coq ou um bombo-jaco eu tinha). Não vivo pela moda, não sou a moda. Apenas procuro desenvolver um trabalho que envolva as minhas parceiras que caminham na mesma estrada. Independente de qualquer coisa.

Pra começar Bianca (que assina pelo Núcleo Pão e Rosas, imagino que em consenso com o grupo todo), e começar mesmo! O projeto do encontro que foi enviado à secretaria de cultura foi pelo meu nome pessoal, no ano de 2008. A Associação Hip Hop Mulher foi formalizada em fevereiro de 2009. Sendo assim, o projeto de encontro era em meu nome, com o apoio “institucional” da Cooperativa Paulista de Culturas Populares, cadeira essa garantida na Mesa de Abertura pela Aline, representante da organização e que não estava presente porque estava dando um curso de capacitação pro Hip Hop que infelizmente não sabe escrever seus projetos como exige o governo, no interior.

Pois bem, eu poderia ter enviado o projeto do encontro pra fazer qualquer coisa! Mas quis reunir a mulherada porque acho isso importante e saudável. Independente de ideologia política, religião, etnia, etc. Já adianto que algumas meninas do encontro se sentiram magoadas pela agressividade das palavras das companheiras simplesmente por não serem negras! Isso é um absurdo!

Com relação às oficinas, a de diversidade por exemplo: não podemos defender uma causa politicamente falando se você não sabe nem o que é ser uma pessoa intersex por exemplo, o que era o caso de muitas mulheres presentes ali. Só depois que a gente sabe o que são as coisas e o que pelo menos o que certas pessoas sentem na pele, é que a gente abraça, por isso que eu abraço a causa dar rappers (já foi parada alguma vez pela polícia??? Eu já!!!! E não foi só uma vez); Já foi agredida por ser lésbica??? (Eu já....e isso é pior ainda!!) E não quero que as filhas ou filhos das mulheres ali presentes no encontro tenham essa experiência, caso isso aconteça em suas vidas...

É a mesma coisa de você querer defender as profissionais do sexo e não aceitá-las como mulheres que ganham a vida de forma digna ou indigna (e isso é um grande impasse no movimento feminista!!!) Tipo você defende o direito pelo corpo, mas não aceita o que elas fazem com seu próprio corpo.

Com relação à mesa de abertura novamente, as representações lá presentes eram pra serem bombardeadas sim de perguntas! Estávamos lá com o governo, e só agora você apresenta por carta o que realmente sente com relação à formação da mesa? Teria que ter dito isso lá, na hora, pra eles saberem qual é sua indignação e ponto de vista. De qualquer forma vou repassar sua carta também para a mesa presente na abertura. Assim fica mais fácil o contato, e quem sabe a garantia das suas reivindicações.

No caso da festa de encerramento, isso é bem estranho explicar. Mas vamos lá!

A festa já estava sendo divulgada, e tod@s sabiam quem iria se apresentar. As meninas do encontro combinaram de fazer uma Jam para contemplar todas as meninas dos estados, e eu fiquei super contente, pois estava preocupada com o tempo. Que de fato, extrapolou...

Como estava lá no flyer, a Poetiza e a Flora Matos iam fazer um Pocket Show (por isso o tempo de 3 músicas para cada). E deixei bem certo para as participantes que cada menina do flyer iria cantar apenas uma música.

A Biba e a Rúbia subiram ao palco porque a Poetiza estava atrasada vinda do seu trampo. (Infelizmente tem gente que trabalha final de semana, eu já trabalhei muito de sábado e domingo!!! Artista é assim, não tem data..e ela já tinha me avisado isso.)

Ela e a Flora foram contratadas para cantar. Estavam lá pra isso. E não pra cantar uma música, receber, virar as costas e sair. E a Poetiza em além de cantar em apresentar todas as meninas a se apresentar.

A polícia estava lá devido ao horário, já tínhamos passado das 22h, e o Psiu já estava lá. Normal em qualquer evento. Nem o Sesc trabalha de domingo pra evitar isso.

Quanto à indignação da nossa companheira Fernanda, eu respeito e daria até o microfone pra ela falar sobre o show da Poetiza. Mas a razão é perdida quando você atravessa um momento que é do outr@, agride uma das participantes!

Respeite a expressão e liberdade. E vamos melhorar.

O próprio movimento feminista não respeita o trabalho de outras feministas! Esse fato isolado que aconteceu pra mim é apenas um momento de protesto, que eu respeito muito!!! E quando a gente não gosta de alguma coisa, a gente vira as costas e sai do baile!

Mas lhe digo detalhe interessante, os companheiros do mesmo núcleo da Fernanda não arredaram o pé de lá! E assistiram “de boa” o Show.

Não tenho vergonha de ser feliz e desenvolver meus projetos, de dançar de “Nega Du Samba” numa balada de mulheres pra suprir minhas necessidades, de até vender meu corpo, de fazer novela, de fazer teatro, de cantar, de tudo!!! Ele é meu!!! Faço com o meu corpo o que bem entender... O estado capitalista não tem nada há ver com isso. Isso é feminismo, é atitude, é ação, todas têm a liberdade de fazer suas correrias!!! É pra isso que eu existo enquanto pessoa e depois enquanto instituição: dar a idéia e apoio no que for possível. É só chegar.

Ass. Atiele Santos – Pessoa Física
ESTA É A RESPOSTA DA NOSSA COMPANHEIRA JOYCE FERNANDES:

Totalmente apoiada Bianca o que aconteceu no final do evento foi deprimente,temos que excluir esse tipo de mulheres da nossa luta, acho que ela a Poetiza tem até um certo talento pela música e a letras da Flora Matos é de arrepiar só que elas estão em outra pegada totalmente diferente da nossa.Elas tem necessidades de se promover e nós vemos o Hip Hop como movimento social movimento de classe.
Só penso que se elas querem fazer esse tipo de som exaltando o seu próprio corpo que elas se uniem e criem um movimento delas,pois o nosso depois desse encontro está muito fortalecido e não é esse tipo de atitude por parte delas é que irá nos abalar.
Só fiquei triste pois algumas companheiras no final do evento falaram que tudo o que a gente havia construido se perdeu por conta do final do evento...Fala sério...Foi tudo ótimo e esse final ai e só esquecer e bola pra frente mulheradaaa...

bjs! a todas!!!!!!!

JOYCE FERNANDES


"O bonito é o diferente,feio é o igual"
ESTA FOI A RESPOSTA DA COMPANHEIRA BINHA (HELIÓPOLIS/SP)

Serei curta quanto a minha resposta...

Ninguem dá sua "cara" ´para fazer algo "pró" Hip-Hop Mulher, porém, quando se é feito, surgem muitos "Zé Povinho" para criticar.

É muito bom saber que vcs existem para criticar, assim, tomamos conhecimento do quanto somos fortes perante a sociedade(Quando digo somos, são todos aqueles que trabalham para o Hip-Hop não morrer, só que faz, sabe o quanto é sacrificante, porém gratificante nosso trabalho.). Seria triste se não houvesse manifestações, pois não saberiamos o resultado atingido.

Parabéns Tiely pelo trabalho, e que venham muitos Encontros de MULHERES DO HIP-HOP.

ATENCIOSAMENTE,

Binha- Helipa Thugz. (Movimento Hip-Hop da Comunidade Heliópolis)
ESTA RESPOSTA É DA NOSSA COMPANHEIRA CRISTIANE MOSCOU:

Tem tanta coisa simples no mundo...
mas cada um trilha um caminho pra chegar até esta simplicidade...
tem gente que vai pela política, tem gente que vai pela arte, tem gente que vai pelo amor, tem gente que vai pela dor.
Mais difícil é fazer o miúdo... lembrar de produzir, fazer produção...
quantos e quantos eventos deixaram de acontecer por que não tinham um apoio institucional? uma falta de sala, de equipamento, de computador?
Desde que eu conheço Atiely (e á se vai um a porrada de lua!!!) ela é apoiada e incentivada por pessoas que trabalham na Ação Educativa.... Aquele lugar faz parte da formação dela e aquele lugar se formou com contribuição dela.
Assim como cada uma das mulheres que participou do Encontro Hip Hop Muilher tem seu canto no mundo em que isto também aconteceu.
O sonho da Atiely foi legítimo. São raras as vezes em que mulheres estão reunidas... é bom estar junto pra trocar, pra contar o que sabe (aprendi muito neste encontro), pra matar saudade, pra conhecer outras pessoas...
é bom demais chegar num lugar e ter uma programação pensada na tua ação.. Atiely possibilitou que uma informação, como a do PAC, chegasse a várias mulheres que, se não passaram a semana escrevendo o seu projeto, estão sabendo que no ano que vem tem onde aprensentar um projeto pra ver seu sonho acontecer como a Atiely fez.
é muito bom ter um encontro pra falar sobre literatura, escrever, ler e ouvir a produção das outras pessoas e aprender com estas falas.
é bom ver panos se tornarem torços e colorir a cabeleira da mulherada!
é bom demais ver as crianças fazendo companhia às mães e logo mais se jogando no lance, bricando pralá e pra cá...
é bom ouvir sobre samba de roda, dançar um pouco,, ouvir as historias de caminhadas e conquistas que levaram as pessoas a realizerem seu sonho em outras terras...
ver gente do Pará, do Amazonas.. aprender palavras indigenas e perceber que o Brasil também é isto!
ter gente do Rio, de Santos, de Belo Horzonte, de Brasilia.. tudo junto na minha cidade.. passando frio, pegando chuva e criando laços..
Se o evento podia ser melhor? óbvio que poderia! E tenho certeza de que Atiely vai trabalhar pra isto e quem mais quiser promover um encontro de mulheres ho hip hop - seja pra discutir produção musical, questões de gênero, sexualidade, violência, economia, relação burguesia-periferia - terá este 1o. Encontro Hip Hop Mulher como referência.
foi um ponot de partida e já é uma referência!
Fez história!
Parabéns!
Cristiane Moscou
RESPOSTA DA COMPANHEIRA FLORA MATOS:

ACHO LINDO QUANDO VEJO MENINAS QUE AMAM A SI MESMAS, QUE CUIDAM DO CORPO,
DANÇAM, SE ACHAM LINDAS, E NAO VEEM PROBLEMA EM SE AMAREM, E AMAREM A SUA SENSUALIDADE.
MULHERES SAO DIVINAS, A SENSUALIDADE É NATURAL, E SER LIVRE PRA MOVIMENTAR O CORPO COMO BEM ENTENDER É MAIS NATURAL AINDA.

CUIDAR DO CORPO É UMA QUESTAO PRINCIPALMENTE DE SAUDE, QUANDO VOCE CUIDA DO CORPO SE ALIMENTA DEVIDAMENTE, EXERCITA, O CORPO, FICA MUITO MAIS DIFICIL VOCE FICAR ALTERADA, ESTRESSADA , OU COISA DO TIPO... SEM CONTAR A ALTO-ESTIMA QUE ELEVA TANTO O ESPIRITO, QUE QUEM NAO ACHAVA, PASSA A ACHAR BONITO E NAO SE SENTE OPRIMIDA AO VER MULHERES DANCANDO COM SENSUALIDADE.



NIKE >>>

EU QUERO DEIXAR CLARO AQUI QUE NÃO EXISTE PATROCICIO, PORTANTO, TRATA-SE DE UMA CALUNIA.

POREM, NEM O GOVERNO NEM MUITAS EMPRESAS BRASILEIRAS ME OFERECERAM
OPORTUNIDADE DE TRABALHO COMO A NIKE TEM FEITO. POR RECONHECIMENTO
DA MINHA CORRERIA. QUE COMO A DE MUITAS PRESENTES NO EVENTO, NÃO FOI FACIL.

PRA EU FORTALECER QUALQUER PESSOA, EU PRECISO ESTAR ESTRUTURADA,
E MEU TRABALHO COM A NIKE TEM POSSIBILITADO ISSO.

A REVOLUCAO COMEÇA DENTRO DA GENTE.

E O SISTEMA TA DERROTADO SE A GENTE SOUBER USAR ELE CONTRA ELE MESMO.


FLORA MATOS
RESPOSTA DA COMPANHEIRA RE.FÉM:

Olá queridas, boom falar com vcs novamente!!! Beijo em todas!!!


Eu quero aproveitar a audiência chamada por Bianca e seu coletivo, para parabenizar a toda a equipe que trabalhou para a realização do 1º Encontro Nacional Hip Hop Mulher, em especial as pessoas de Atiely e Rose, que eu sei que se desdobraram para a realização deste encontro histórico.


Para mim que estou neste movimento sócio-cutural a alguns anos, que além de artista sou uma ativista e muitos conhecem a seriedade do trabalho que desenvolvo não só no Rio de Janeiro mas também no Brasil e em alguns países afora; sei reconhecer que é evidente que teve falhas, como em qualquer coisa, nada é 100%, nada... Porém a importância deste momento, pode não ser legitima para algumas pessoas ou coletivo. Mas tenho certeza que para muitas mulheres que realmente são atuantes no movimento hip hop como eu sou, voltaram para suas casas gratificadas e muito mais fortalecidas pela possibilidade da troca e de termos certeza que não estamos sozinhas em nossas caminhadas, e pudemos ter uma visão disso de norte a sul do país. Quem, ou qual grupo, organização ou coletivo fez isso algo parecido?


Olha... foi la.men.tá.vel. .. ler esta nota... Eu realmente não quero acreditar que este seja o pensamento de todo um coletivo.


Incrível a capacidade que temos de julgar as ações que julgamos totalmente erradas, mas o mais incrível é que somos totalmente incapazes, como organização, pessoa ou seja lá o que for de realizar... algo semelhante ou melhor é claro... E mesmo isso não nos dá o direito de deslegitimar o trabalho de ninguém... As críticas quando construtivas são muito bem vindas... Mas criticar por criticar... Isso só reproduz ai o que alguns do Hip Hop fazem muito bem... Cantam, falam, criticam, mas não praticam, não fazem nada para mudar.



Quanto ao show final... realmente foi complicado.. . me doeu também... sou guangueira e ver o show final aff... Compreendo o posicionamento da organização, entendo perfeitamente o sentimento que levou Fernanda a agir da forma que ágil, nunca vou criticá-la por isso... Mas eu aprendi a respeitar as diferenças... Mesmo que eu não goste, eu vou respeitar até o fim o direito de você fazer, por que eu quero respeito também ao meu trabalho. Se eu não gostei do som da moça, qual é a MINHA postura? É esperar terminar o show e ir depois conversar com ela com calma, saber o por que ela tem esta postura, dizer o que eu acho sobre o que presenciei, trocar umas idéias, dar uns toques, trocar mesmo, ver novas visões e aos poucos vamos ganhando aliadas e aliados para nossas lutas e causas, ou não. Nem todas as revoluções foram feitas aos gritos... Vamos lá acredito que de um em uma gente chega lá...


Essa crítica teria sido muitoooo mais construtiva se tivesse sido levantada depois diretamente as organizadoras, com certeza você iria saber, como eu soube, quais foram as circunstâncias que levaram a todos estes acontecimentos e ajudaria a melhorar para que os próximos encontros.



Agora eu não entendo... como a Bianca pode participar de um encontro destes? Que era tão contraditório para e suas visões de mundo e políticas... Se sou eu, sabendo que era um encontro com verba de governo, numa ONG, dita por voce como governamental, conhecendo e sabendo que o grupo de encerramento final, era um grupo que eu não me sentiria bem aff... eu nem me daria o trabalho de sair de minha casa para isso. Mas neste mundo, como não poderia deixar de ser, também no hip hop tem gente pra tudo.


Vamos que vamos, pois eu estou aqui para construir e nunca para desconstruir. Tá ligado? rsrsrrs


Revolta Feminina (Re.Fem.)/RJ


Janaina Oliveira
Núcleo Jovem Coisa de Mulher
www.coisademulher. org.br
RESPOSTA DE LATOYA GUIMARÃES:

De uns tempos para cá cada vez mais tenho refletido sobre quais são nossas responsabilidades uma com a outra.

Estou certa que a Thiely e Rose e Rubia e Marcia e Lia e Latoya e Biba e a Associação Hip Hop Mulher somaram esforços para realizar uma atividade impar de formação e encontro de Mulheres em sua maioria jovens negras. O Encontro cumpriu o papel que se predispois a cumprir que foi possibilitar um espaço privilegiado de formação, eu nunca tive a ilusão que as pessoas que estiveram na formação saissem de lá e fizesse uma revolução, nós feministas, negras militantes nós sabemos que o processo é lento e que existe um tempo e um processo entre receber informação e formação processar internalizar e vivenciar em nosso cotidiano e militancia.

Eu não estive na festa de confraternização/finalização da ativiadde porque fui levar a companheira Mara no aeroporto, no entanto, no dia soube de alguns detalhes do acontecido, e pensei comigo: ainda temos muito a fazer para que teoria e práticas possas ser parte de um mesmo corpo, movimento e sentimento. Eu venho de um momento do Hip Hop, onde, acreditavamos que faríamos uma revolução e mme frustei quando percebi qeu a revolução sonhada estava cada vez mais distante de nós, mais hoje percebo que a revolução aconteceu em cada uma de nós que viveu a loucura de ser Hip Hop numa sociedade racista, elitista, Machista nossas roupas, estilo, postura era um protesto, não foi facil ser mulher, critica e pensante num ambiente masculinizado e hostil a nossa presença... sobrevivemos e hoje percebo que a maior revolução que o Hip Hop poderia fazer e fez foi interna, foi em mim mesma eu contrariei todas as estatisticas e o RAP me fez ser quem eu sou.

Considero legitima toda forma de questionamento e posicionamento político, lamento profundamente toda vez que uma de nós lanca mão de um intrumento de denuncismo, desqualificação e ataque a uma de nós... Sou feminista e tenho aprendido todos os dias de minha vida com minhas irmãs que não batendo em uam de nós públicamente que vamos abançar, a critica é sempre boa e bem vinda mais devemos ter mais cuidado uam com a outra NÃO FOI NENHUMA FERNANDA ABREU que construiu esse processo FOI THIELY Mulher Negra periferica uma de nós e tratar ela com ofensas e acusações é desrespeitar a todas nós que construímos e participamos desse importante momento que foi o I Encontro Hio Hop Mulher.

Toda vez que sou copiada numa mensagem como essa leio com toda a atenção e na grande maioria das vezes minha postura é de apoiar, isso, quando sou convencida de que a idéia é valida, o que não aconteceu nesse processo. Precisamos nós Feminsitas defensoras dos direitos ads mulheres teorizar menos nos bancos ads universidadesm ser menos um produto rfeflexo do último livro que cada uma de nós acabamos de ler e ter a coragem da Thiely de comprometer seus recursos pessoais e bancar com seu próprio dinheiro a presença e participação de muitas das companheiras; quando falamos do lugar confortavel de quem faz a critica sem ter feito a analise e apurado os fatos incorremos no erro equivoco de ser inquisidoras de criminalizar nossas companeiras aliadas e irmãs.

Do relato que ouvi de um momento que não estive presente tenho criticas a fazer, tenho reflexões a compartilhar e contribuições a trazer para o debate, mas o debate tem que ser franco de nós para nós e entre nós, nós não precisamos de cartas para falar de entre mesmas.


Parabéns a Thiely, Rose e todas as companheiras que construiram...


Latoya Guimarães
RESPOSTA DA COMPANHEIRA POETIZA.

É uma lastima ver que uma intenção de confraternização,
acabe com opiniões tão sem fundamentos e baseadas
em fatos que foram destorcidos.
Jamais imaginei que tamanha era a ignorância de mulheres que
se dizem tão politizadas e militantes, chegaria a tamanha atitude de
falta de respeito.
Não só comigo mas com varias outras pessoas que estavam ali presentes, e não só
para o intuito de GUERRA, mas sim para entretenimento.
O Fato de algumas pessoas que estavam ali presentes para o
encerramento não estarem presente nos debates, não torna quem esteve
nos debates melhores do que os demais, até pq os assuntos que foram
discutidos fazem parte do cotidiano de quase todos presentes no
encerramento.
A palavra certa para o ocorrido e para esta carta que recebi é RECALQUE,
pois vcs estão falando de MIM que atendo pelo nome POETIZA e da Flora Matos.
DE MIM vcs estão falando do Show q nem aconteceu, as letras vcs nem
chegaram a ouvir, pois eu nem cantei a primeira estrofe, e da Flora pq
tem apoio da Nike.
Falar de outros grupos q não são poucos e q tem apoio ou patrocínio da Nike ninguem quer falar não né?
Mas da Flora que é mulher e ta tomando uma proporção bacana com o trabalho dela
vcs querem?
Que Tipo de União é esta?
Que tipo de revolução é esse?
Com atitudes de falta de Respeito que geram Guerra?
Atacarem mulheres que estão conquistando seu espaço e não é atoa
e que vcs desconhecem a caminhada e estão atacando com argumentos
incoerentes é certo?
EU E A FLORA MATOS FOMOS CONTRATADAS COM O INTUITO
DE DE APRESENTAR UM POCKET SHOW PARA O INCENTIVO
A OUTRAS MENINASS QUE AINDA NÂO TEM O ESPAÇO, QUE NOS JA CONQUISTAMOS
COM MUITO TRABALHO E COM MUITA FORÇA
E QUE JA SOFREMOS PRECONCEITOS DE DIVERSAR FORMAS E COMBATEMOS E NÃO
SERIA O PRECOCEITO DE OUTRAS MULHERES
SEM INFORMAÇÃO SUFICEINTE PARA ESTE DEBATE QUE NOS DERRUBARIA
OU FARIA AGENTE ACREDITA QUE NOSSA CAMINHADA ATE AQUI SERIA EM
VÃO....EU PARTICULARMENTE NÃO ESTAVA NOS DEBATES PQ TRABALHO
MUUUUUUUUUUUITO E NÃO CHEGUEI ATRASADA NÃO....CHEGUEI PONTUALMENTE ÁS
20H COMO HAVIA CIDO CONTRATADO
De onde eu venho e conheço bem a militancia isso é tirado de
IGNORANCIA E FALTA DE PRINCIPIO BASEADAS EM FALSOS FATOS E FALTA DE
RESPEITO POIS PODERIA TER GERADO UMA DISCUSSÃO POSITIVA DA QUAL VCS
ARGUMENTARIÃO E RECEBERIM A RESPOSTA DE DIREITO A MINHA PESSOA.VCS
TRANFORMARAM EM UMA ATITUDE NEGATIVA E DE FALTA DE RESPEITO...
INVADIRÃO MEU ESPAÇO E AINDA ACHAM A ATITUDE COERENTE....ME POLPEM
DESTA HIPOCRESIA....VCS ACABARAM COM UM EVENTO QUE EU PARTICIPEI PRA
ORGANIZAR E SEI O QUANTO FOI DIFICIL CONQUISTAR .COM ESSAS ATITUDES
VCS SÓ ESTÃO PROVANDO IGNORANCIA E NÃO MILITANCIA...POIS ESTÃO
DEPRECIANDO O MEU TRABALHO DO QUAL VCS NÃO CONHECEM E ALI NÃO VIRAM
NADA POIS REPITO Q MEU SHOW NÃO ACONTECEU E VCS NEM OUVIRAM AS LETRAS
PARA OPINAREM, E O EVENTO ERA PARA TODAS AS MULHERS INDIFERENTE DE
COR CLASSE OU CREDO E A DEMOCRACIA DEVE SER RESPEITADA E NÃO FOI.
E DESTA ATITUDE INCOERENTE QUE VCS ESTÃO SE ORGULHANDO?
Isso é revolução?Isso é ser Revolucionaria?
Não isso é ser RECALCADA..........pq vcs nem sabem o q nossa letras dizem.....
vcs nem sabem das nossas origens do q era pra ser apresentado ali e não foi....
Tudo era baseado nas origens africanas......com influencias da dança
Dancehall e Crump...q sao baseadas no protesto.....vcs estão tão
atrasadas na informação que nem sabem q o cunho da nossa arte é o
protesto a Elevação da Mulher e não o Contrario.....
Não tem revolução em querer pregar que a mulher tem q se parecer com Homem
pra ter respeito....A mulher é sensual de natureza e a Vulgaridade é
outro fato....
e a sensualidade da mulher é natural e tem q ser elevada...NÂO TEM
NADA DE FEIO NISSO
VCS TEM QUE SE ORGULHAR DE SEREM MULHERES E NAÕ TEM Q QUERER PARECER
HOMENS.NÃO TEM REVOLUÇÃO EM APROVAR QUE OUTRAS MULHERES DEPRECIEM O
TRABALHO DE QUEM ESTA TRABALHANDO.
Eu respeitei tooooooooooodas as mulheres ali presente embora ache
muitas letras péssimas e muitas idéias atrasadas e sem cunho político
ou militante.
Tbm achei inúmeras idéias ali apresentadas machistas e nem por isso
cortei a apresentação na metade para manifestar a minha opinião
POIS TENHO A MINHA ARTE E NELA MANISFETO TUDO OQ SOU EM DESACORDO OU
ACORDO....OQ ACONTECEU COMIGO ALI E AGORA AQUI É UMA FALTA DE RESPEITO
DA QUAL EU NUNCA FALTEI COM VCS.....
MAS CADA UM CADA UM E SE VCS ACHAM ISSO CERTO....
PLANTEM A SEMENTE QUE A MINHA EU ESTOU PLANTANDO...
´MÁXIMO RESPEITO A TODAS.....
QUE CADA UMA ALCANCE O Q ALMEJA.

POETIZA
WWW.MYSPACE.COM/POETIZA

CONTINUANDO:

E TBM AGRADEÇO A TODAS
QUE ESTÃO GERANDO ESTA POLEMICA
TANTO PARA O LADO POSITIVO QUANTO PRO NEGATIVO
POIS ISSO SÓ ENRIQUECE A MINHA CARREIRA.
AO CONTRARIO DE MUITAS TENHO MUITA HISTORIA PRA
CONTAR E ISTO É A PROVA DE QUE NÃO ESTOU AQUI POR ACASO.

BIG UP A TODAS AS MULHERES Q ENTERAGEM POSITIVAMENTE.
Bem se está foi uma carta aberta pq. eu não recebi?
Qual a diferença?Eut b estava no evento, já começa errado dai, se é para todas,t odas deveriam ter recebido.
Mas vamos lá.
Aff....
Bem participei do evento somente no primeiro dia, o que me foi muito gratificante, claro que nada é perfeito, mas foi um evento que marcou pela sua diversidade, pelas suas participantes e principalmente por envolver um assunto que é tão falado e tão pouco apoiado AS MULHERES NO HIP HOP.

A Tiely, Rose, Rubia, Biba entre todas, foram excepcionais representaram e muito bem, deixaram suas particularidades de lado para lutar por uma causa que elas acham que vale a pena e acredito que muitas ali tb acham, e eu sou uma delas.
Política entre outros assuntos abordados pela carta da companheira, vai existir em qq. lugar minha cara, não é ali que será diferente, como todos que conhecem a história da Tiely foi ali o começo de tudo e o pessoal do Ação é a familia dela CARALHO como a ignorância é foda, nem sabe do que se trata e fala merda.
Em relação ao show de encerramento não estive presente o que foi uma pena, mas sabemos que qq. evento é passivel de atrasos e outras coisas, ele não será o primeiro e nem o último, agora me diz quemjá foi em um evento que tudo começou na hora marcada?
Aff. me poupa de hipocresia..
Em relação a POETIZA não a conheço e tb não conheço profundamente o trabalho dela, antes de escrever aqui fui procurar pesquisar para saber de quem estava falando, não vou dizer que sou fã desse tipo de som, ou que o som dela é uma porcaria, ou que sua atitude foi errada, ela está certa sim, se a maneira dela se expressar é esa temos é que respeitar, como ela comcerteza respeitaria o som de todas que ali estavão presente mm não gostando, ninguem é obrigado a gostar de nada, por isso temos o livre arbitrio se vc conehce isso.
Revolucionárias, Militantes, seja o que for o que vem em primeiro lugar é o respeito, se o som dela é para mostrar o outro lado da mulher deixa que ela mostre se ela se sente bem e o publico gosta PARABÉNS ela está fazendo o trabalho del, da mm forma que vc faz o seu, eu faço o meu e todas fazemos, cada um com seu estilo, ams todas lutando pro um mm ideal.
SE a exibição do corpo te afetou, não sei o pq. se o som dela diz para ser valorizado temos que valorizar sim o que temos..realmente pq.ninguem fala do som da Miss Eliot?Qual diferença?
Aff. me poupem....olha o respeito com todas..isso não foi lembrado em momento algum.
POETIZA me desculpe se de alguma forma fui grosseira, mas estou ao seu lado, somos mulheres e lutamos por um mm ideal, Tielu estou com vc e com todas aquelas que acreditam na música, nas mulhres no HIp HOp e.
Bjus meninas e saudades


Tiely Queen disse:
ESSA FOI A CARTA DA COMPANHEIRA BIANCA:

Nota pública sobre o Encontro Nacional do Hip Hop Mulher

Nos dias 25 e 26/07 foi realizado o 1° Encontro Nacional do Hip Hop Mulher, evento este que é subsidiado pelo programa da Secretaria de Cultura do Estado, o PROAC, apoiado pelo Centro Cultural da Espanha e pela ONG Ação Educativa. Durante os dois dias de programação as 50 mulheres selecionadas participaram de diversas oficinas e uma mesa de debate. A única e principal mesa de debate foi composta por representantes dos 4 elementos, organização do evento, Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, Centro Cultural da Espanha e Ação educativa. A fala das instituições apoiadoras refletiu bem a limitação a qual a institucionalização e o atrelamento ao Poder Público impõem ao Movimento. Seus discursos giraram em torno da “importância” das Mulheres, e o Hip Hop como um todo, se instruírem e disputarem a verba cedida pelo governo à cultura, com a indicação, inclusive, de que recorram a cursos de formação para edição de projetos de Hip Hop. Na fala do representante da Organização Não Governamental (só no nome), Ação Educativa, foi uma das que mais reivindicou a importância da articulação do Movimento junto ao “Poder Público”, saudando o “espírito empreendedor” que se deve ter ao fazer essa aliança. Os espaços para que se debatessem e questionassem a sagaz “filantropia” governamental foram escassos e o encontro em muitas vezes se viu preso a consigna de um “Hip Hop acima das classes, cores,...” esvaziando por completo a discussão política que se poderia fazer de auto-organização do Movimento Hip Hop, junto às demandas da classe trabalhadora, e do povo preto e pobre.

Vale retomar parte da experiência que o nosso movimento experimentou junto aos governos no Brasil, desde sua marginalização e aversão da burguesia num passado recente, passando pela tentativa (em diversas vezes vitoriosa) de se apropriar deste para manipulação das massas e ilusões eleitoreiras, até a despolitização completa descaracterizando-o enquanto movimento político e atribuindo o estereotipo de mero movimento cultural, da arte pela arte. Essa ofensiva de engessamento do Hip Hop provém de uma estratégia descarada de estancar qualquer tipo de levante da população explorada e oprimida, já que o Hip Hop discute a realidade periférica e reproduz suas maiores contradições raciais, de gênero,...sobretudo de classe.

Ao longo da programação várias situações refletiram estas limitações, como a oficina de Diversidade Sexual que não discutiu o papel que o Estado, seu aparato repressivo (a polícia) e Igreja cumprem para com a comunidade GLBTTI, embora tenho esclarecido muito sobre orientação sexual e identidade de gênero; oficinas com tema centrado em conquista de espaços de poder e direitos dentro da sociedade capitalista, sem pensar além dos muros da exploração e propondo uma adaptação reformista ao sistema vigente.

O encerramento do evento aconteceu com uma Festa a qual abarcava diversos shows com apresentações de Grupos de Rap, uma Crew de DJ’s e Roda de Breakin com mulheres que participaram das oficinas e mesa de debate. Aos poucos as contradições foram se estreitando até chegar no estopim ao final da festa. A princípio as Mestras de Cerimônia da Festa eram Biba e Rúbia, ambas da organização do evento e estiveram presentes em todas as atividades do evento; em certa altura dos shows a, previamente selecionada embora ausente nas discussões, MC Poetiza foi chamada a assumir o microfone. Ao longo das apresentações vários grupos de Rap cantaram muito do que havia sido discutido ao longo dos dois dias de evento, salientando a importância da mulher se valorizar. Denunciaram racismo, machismo, entre outros preconceitos e opressões em suas letras. Após a apresentação dessas mulheres, subiu ao palco Flora Matos, MC patrocinada pela Nike. A única MC a cantar 3 músicas apenas expressa o nível de atrelamento ao qual o Hip Hop se depara não apenas com o setor público mas também às empresas privadas, como a Nike, a qual comercializa e lucra cada par de tênis a partir da exploração, muitas vezes semi-escravista, de trabalhadores em países semi-coloniais. Por fim aconteceu o show da Poetiza o qual consistia em letras egocêntricas e despolitizadas que reproduziam um machismo escancarado em que a única forma para que a mulher seja “valorizada” é através da exposição de seu corpo como um produto de mercado, tal como vemos nos shows de axé e funk carioca. O que se mostrou foi uma imensa incoerência para com o que se havia tido anteriormente como postura assumida pelas demais MCs que se mostravam avessas à banalização e mercantilização do corpo feminino.

O desfecho o qual a festa tomou foi uma indignação quase consensual por parte do público feminino cuja conseqüência foi a invasão do palco por parte de uma dessas mulheres que revoltada se opunha a banalização ostentada naquele show. Houve muita confusão e discussão e prontamente a Polícia foi contatada para averiguar a “baderna” estabelecida pelo Hip Hop no ambiente da Ação Educativa, espaço que NÃO É NADA NOSSO!

Desde já o grupo de mulheres Pão e Rosas gostaria de explicitar como legítima a indignação expressa pela companheira e se colocar incondicionalmente em sua defesa. Colocamo-nos também em defesa de todas as mulheres que se sentiram indignadas com a situação, pois têm a clareza do quanto essa reprodução do machismo dentro do Hip Hop prejudica e retrocede o trabalho de todas as mulheres resistentes e feministas que dentro dele militam. Gostaríamos também de fazer um chamado para que essas mulheres rompam com a institucionalidade e se auto-organizem por um Hip Hop classista, em serviço da classe trabalhadora e independente da camarilha burguesa do Estado, das empresas e das ONGs.

Bianca, Pão e Rosas Brasil

www.nucleopaoerosas.blogspot.com
Salve salve mulheres,

Venho por meio deste e-mail responder a algumas impressões alheias tidas a partir da carta-aberta lançada pelo Pão e Rosas (redigida por mim após discussão com minha agrupação). Primeiramente gostaria de deixar claro o porquê de me sentir à vontade em publicar uma carta como essa para as camaradas que estavam presentes no evento: acredito sinceramente que um encontro de mulheres que correm no Hip Hop coloca a possibilidade de discussão sobre os desafios da mulher no Hip Hop e também na sociedade e é nesse sentido que surgem os debates, incluindo divergências, mas que têm por objetivo avançar numa luta comum contra a opressão que vivemos dia a dia, na extenuante batalha contra o machismo, o racismo, a homofobia. A discussão passa muito além do suposto “desmerecimento” ou “desconstrução” de um movimento, pois se este se furta a discutir suas limitações e debilidades nunca poderá superá-los. Quanto ao questionamento lançado pela Tiely sobre o porque não manifestar meu desacordo sobre a institucionalização, eu gostaria de lembrá-la que a minha única intervenção nesta mesa foi justamente neste sentido: de independência em relação ao Estado, denúncia do papel que este cumpre e sempre cumpriu para com o movimento e as mulheres como um todo e o chamado a auto-organização e resistência. Em todas as minhas intervenções tentei deixar explícita a discussão política, desde a mesa de abertura, passando pelas conversas informais, até as oficinas. Quanto à oficina de diversidade que vc exemplifica eu tenho grande acordo com o que vc diz em se fazer entender o que primeiramente é a diversidade em si para que se possam criar discussões políticas coerentes, mas eu sinceramente acredito que isso não dá pra se fazer descolado de toda a opressão que este sistema implica sobre os homossexuais, e isso se faz visível inclusive em sua fala quando questiona a polícia e a agressão, que como vc sabe de onde é fruto, pois você sabe a quem a polícia serve. Quanto à opressão as mulheres que se prostituem, também tenho total acordo com vc, não se pode admitir nem a opressão nem a repressão destas mulheres. Mas para que todos esses assuntos estejam em pauta é preciso discutir e não apenas idealizar algo e excluir suas falhas; estamos entre militantes de um movimento, se não nos sentirmos à vontade de discutir entre nós para não rachar, iremos discutir com quem? Com o governo? Com as empresas? Quanto à sugestão de cobrança para o governo ou as instituições atreladas a este, sigo a mesma linha de que daí só tiraremos concessões e esmolas que não resolverão por completo o problema de toda uma classe. Fico muito contente quando a companheira Joyce se coloca a tarefa de pensar o Hip Hop como um movimento social, político e classista e foi justamente este o chamado feito pela nota. E isso não significa desconsiderar o Hip Hop como manifestação cultural, mas sim entender que nossa manifestação cultural se dá em meio a uma sociedade que nos oprime dia-a-dia e que para combater isso a militância é sim fundamental. Fico também muito contente com o posicionamento que a Rose coloca e sua preocupação de pensar e questionar as condições materiais que as mulheres vivem, e isso devemos fazer com todos os setores explorados e oprimidos pela nossa sociedade. Fundamental a condição que ela se coloca de pensar isso cotidianamente e pensar sua postura, e isso eu sei que a grande maioria das mulheres que lá estavam se preocupam, inclusive vc Tiely. Reconheço o sacrifício e trabalho que todas vc da organização tiveram em impulsionar um evento como este. E agradeço pessoalmente a cada uma que me tratou e recebeu muito bem. Só gostaria de relatar que a questão que levanto ultrapassa estas questões pessoais (as quais eu não tenho críticas), venho para levantar uma discussão que todas (ou as dispostas) reflitamos juntas para que possamos superar. É assim que realmente se constrói! Gostaria de responder ainda à pergunta do porque uma pessoa anti-governista como eu participei deste evento. A resposta é simples: para mim a maioria das mulheres lá presentes estavam reunidas no intuito de discutir a realidade das mulheres no Hip Hop e as questões sociais que isso envolve. Essas mulheres conhecem bem a rotina desgastante de uma mulher trabalhadora, mãe, militante, negra, lésbica,... e isso já me é motivo suficiente para levar meus pensamentos e idéias. Nunca me iludi com concessões estatais e nem tenho esta pretensão, mas ao mesmo tempo não considero como inimigos aqueles que são parte do movimento e acreditam que seja possível avançar com o apoio das instituições como governos e ONGs. Quem vos fala é uma mulher trabalhadora,como as outras, que sempre julgou importante o debate interno no movimento ao longo de seus sete anos de militância no interior, através da literatura periférica, fanzines e trocas de idéia no Break, Rap ou Graffiti. Quanto a preocupação que Joyce coloca em relação às mulheres que consideraram o evento perdido não o julgo assim pois nele foi possível abrir diversos contatos sinceros e dispostos a discutir, isso é o mais importante. Respondendo a Cristiane eu tenho acordo da dificuldade que cada pessoa, em especial as mulheres, encontram para que se faça um projeto sair do papel, e na minha opinião isso é reflexo do sistema opressor em que vivemos que busca colocar a cultura e arte do preto e do pobre meramente como manobra eleitoralista ou apaziguador de levantes populares. Questiono as limitações que esses programas de governos e ONGs impõem porque querem convencer a juventude de que nossos problemas podem se resolver completamente por dentro do capitalismo. Também acho maravilhoso curtir um samba de roda, conhecer mina correria de todo canto, etc etc, mas temos de nos valer justamente destas oportunidades pra nos aprofundarmos das amarras que nos são impostas. Finalmente sobre o ocorrido com o show da Poetiza inicio dizendo que me oponho sim, e muito, a aliança (fiquem a vontade para classificar como quiserem: patrocínio, apoio, oportunidade...) feita do Racionais com a Nike justamente pela contradição disso com suas letras de resistência e politização, e essa crítica jamais seria feita à Flora por ela ser uma mulher, já que a exploração e semi-escravidão impostas por esta empresa a seus trabalhadores se refletem em ambos os sexos e mais ainda sobre as mulheres. E ninguém é melhor por estar desempregada e poder comparecer em um evento enquanto alguém que trabalha não pode, o problema é quando esta que desconhece os debates que ocorreram segue completamente na direção oposta, como colocado pela companheira Joyce. Deve ser muito bom mesmo artistas se sentirem tão “realizadas” com o “reconhecimento” atingido, a questão é que isso não está ligado apenas com a mera capacidade ou mérito, pois temos milhares de artistas nas ruas extremamente bons que morrem no anonimato pois sua arte não “serve” para o sistema capitalista; ter esta perspectiva é ser revolucionário, entender este sistema como entrave de nossa emancipação é ser revolucionário. A crítica também não foi direcionada a nenhum momento a sensualidade, e sim a banalização do corpo feminino, pois a sensualidade não é uma questão de gênero, não seria natural um homem ser sensual também? Ninguém aqui tem a pretensão de se tornar um homem, e se tivesse também isso não seria um problema, isso só expressa um desvio homofóbico, já que aprendemos um pouco sobre a identidade de gênero em uma das oficinas. Quanto ao fato da não identificação com as letras e posturas das camaradas que antes se apresentaram, e na minha opinião foram excelentes, para mim não me parece surpreendente, já que isso se reflete por algo muito além de um simples gosto, mas sim de postura política. Aquelas letras pra mim não são em nada atrasadas, refletem sim o cotidiano mais atual da periferia e a realidade das ruas. Perdoem-me a demora em responder, mas é que esta semana trabalhei todos os dias até muito tarde. Quem quiser conhecer os corres que faço em minha agrupação visitem o blog www.nucleopaoerosas.blogspot.com

Saudações Revolucionárias,
Bianca (Pão e Rosas).
Nenhuma palavra dita aqui, esclarece a primeira carta, o q é uma lastima,
pois aos meus olhos não passam dispercebidas as suas contradições.
Vc após publicar algo ou dizer publicamente, tem q ter peito para sustentar, oq fica claro aqui, q vc não tem.
Alias como uma coisa q não é pessoal pode existir nomes e acusações???
Me Polpe, pois sua carta, junto com sua resposta reafirma seu falso testemunho, o q não é questão de opinião.
E só prova seu recalque.
Quanto a sua confusão decho claro q quem se colocou como melhor por estar presente nos debates,
foi vc e não eu.Embora eu não estivesse tenho pleno conhecimento ao q foi debatido pois são questões q fazem parte do meu cotidiano, e dechei claro q nem é melhor q ninguem.
Agora vc tbm esta se confundindo quanto a aliança, pois eu não tenho nada com a nike nem com nenhuma outra marca e tbm não vejo problema em quem tem.
A sua critica foi quanto ao meu show, q vc tem todo direito de não gostar e opinar inclusive de se posicionar ao lado da fernanda, mas segura a onde da sua opinião e posicionamento e principalmente de mecher com quem está quieto. Mas de dar falso testemunho e informação distorcida, não, vc não tem direito.Se informe para quando vc opinar e passar uma informação adiante... não passar vergonha, pois vc não sabe oq esta dizendo, e se o ignorante abraça.... o formador de opinião sabe q é palhaçada.
Q lado oposto?O q dói são as garotas liiiiiiiiiiiiiindas q estavão dançando? As proprias fotos provam q os trajes delas não eram indevidos não.. elas estavão de shorts e camisetas, pois o q elas estavam dançando repito, pois sei q a informação custa a entrar aos ouvidos despreparados... é baseado no Crump e no Dancehall/Ragga, vcs foram e são preconceituosas pq vcs não sabem oq é ...e não se deram oportunidade de saber....Preconceito não se combate com preconceito e se vc estudasse oq esta dizendo(alias ainda da tempo vai se informar em q consiste essa arte...principalmete o Crump) saberia que eu estava indo de encontro e mesmo q não fosse qual o problema em ter outros pontos de vistas? Mas minha arte foi sim exposta com originalidade e com uma nova arte q vcs desconhecem, pois eu sei exatamente oq estou falando.E mais uma vez vc se mostra sem fundamento.
Mas tudo q é novo é assim...... primeiro há o preconceito para depois haver o esclarecimento e ai depois as mesmas pessoas q criticam inicialmente são as q depois pagam um pau.Mas tudo na vida é assim.....espero q daqui um tempo quando vc entender vc se lembre das suas colocações, pois eu me lembrarei, alias nada do q vc disse me passou despercebido.E minhas palavras e minhas atitudes são claras e como eu ja te disse anteriormente....eu tenho peito e caminhada suficiente para sustentar tanto minhas palavras quanto minhas atitudes....e vc??Eu me informei a respeito de vc...pois até então nem sabia q vc existia.....E vc?Ja contou q vc tem a Flora no seu Orkut..a mesma q vc esta criticando aqui(Ou vc vai dizer q foi ela q te add..kkkk).....ou ja contou q vc vem da mesma cidade q eu.....e q eu nem sabia quem vc era ao contrario de vc quanto a minha pessoa.... pq eu tenho historia em São José do Rio Preto .....esclareça os fatos...seja realmente verdadeira...e tenha realmente fundamento no q vc diz e acima de tudo quando vc disser ....sustente.......tenha peito para levar adiante ao invez de se contradizer.....e ve se sobe na vida pelos seus proprios meritos.....pelo q vc realiza.....pq antes deste falso testemunho ninguem sabia quem vc era....vc precisou do meu trabalho para se fazer existir......vai militar contra o Sarney....não com falso testemunhos e preconceitos ao trabalho de mulheres q tem o dobro de caminhada q vc......
Me polpe de hipocresia........


POETIZA
www.myspace.com/poetiza
Bianca disse:
Salve salve mulheres,

Venho por meio deste e-mail responder a algumas impressões alheias tidas a partir da carta-aberta lançada pelo Pão e Rosas (redigida por mim após discussão com minha agrupação). Primeiramente gostaria de deixar claro o porquê de me sentir à vontade em publicar uma carta como essa para as camaradas que estavam presentes no evento: acredito sinceramente que um encontro de mulheres que correm no Hip Hop coloca a possibilidade de discussão sobre os desafios da mulher no Hip Hop e também na sociedade e é nesse sentido que surgem os debates, incluindo divergências, mas que têm por objetivo avançar numa luta comum contra a opressão que vivemos dia a dia, na extenuante batalha contra o machismo, o racismo, a homofobia. A discussão passa muito além do suposto “desmerecimento” ou “desconstrução” de um movimento, pois se este se furta a discutir suas limitações e debilidades nunca poderá superá-los. Quanto ao questionamento lançado pela Tiely sobre o porque não manifestar meu desacordo sobre a institucionalização, eu gostaria de lembrá-la que a minha única intervenção nesta mesa foi justamente neste sentido: de independência em relação ao Estado, denúncia do papel que este cumpre e sempre cumpriu para com o movimento e as mulheres como um todo e o chamado a auto-organização e resistência. Em todas as minhas intervenções tentei deixar explícita a discussão política, desde a mesa de abertura, passando pelas conversas informais, até as oficinas. Quanto à oficina de diversidade que vc exemplifica eu tenho grande acordo com o que vc diz em se fazer entender o que primeiramente é a diversidade em si para que se possam criar discussões políticas coerentes, mas eu sinceramente acredito que isso não dá pra se fazer descolado de toda a opressão que este sistema implica sobre os homossexuais, e isso se faz visível inclusive em sua fala quando questiona a polícia e a agressão, que como vc sabe de onde é fruto, pois você sabe a quem a polícia serve. Quanto à opressão as mulheres que se prostituem, também tenho total acordo com vc, não se pode admitir nem a opressão nem a repressão destas mulheres. Mas para que todos esses assuntos estejam em pauta é preciso discutir e não apenas idealizar algo e excluir suas falhas; estamos entre militantes de um movimento, se não nos sentirmos à vontade de discutir entre nós para não rachar, iremos discutir com quem? Com o governo? Com as empresas? Quanto à sugestão de cobrança para o governo ou as instituições atreladas a este, sigo a mesma linha de que daí só tiraremos concessões e esmolas que não resolverão por completo o problema de toda uma classe. Fico muito contente quando a companheira Joyce se coloca a tarefa de pensar o Hip Hop como um movimento social, político e classista e foi justamente este o chamado feito pela nota. E isso não significa desconsiderar o Hip Hop como manifestação cultural, mas sim entender que nossa manifestação cultural se dá em meio a uma sociedade que nos oprime dia-a-dia e que para combater isso a militância é sim fundamental. Fico também muito contente com o posicionamento que a Rose coloca e sua preocupação de pensar e questionar as condições materiais que as mulheres vivem, e isso devemos fazer com todos os setores explorados e oprimidos pela nossa sociedade. Fundamental a condição que ela se coloca de pensar isso cotidianamente e pensar sua postura, e isso eu sei que a grande maioria das mulheres que lá estavam se preocupam, inclusive vc Tiely. Reconheço o sacrifício e trabalho que todas vc da organização tiveram em impulsionar um evento como este. E agradeço pessoalmente a cada uma que me tratou e recebeu muito bem. Só gostaria de relatar que a questão que levanto ultrapassa estas questões pessoais (as quais eu não tenho críticas), venho para levantar uma discussão que todas (ou as dispostas) reflitamos juntas para que possamos superar. É assim que realmente se constrói! Gostaria de responder ainda à pergunta do porque uma pessoa anti-governista como eu participei deste evento. A resposta é simples: para mim a maioria das mulheres lá presentes estavam reunidas no intuito de discutir a realidade das mulheres no Hip Hop e as questões sociais que isso envolve. Essas mulheres conhecem bem a rotina desgastante de uma mulher trabalhadora, mãe, militante, negra, lésbica,... e isso já me é motivo suficiente para levar meus pensamentos e idéias. Nunca me iludi com concessões estatais e nem tenho esta pretensão, mas ao mesmo tempo não considero como inimigos aqueles que são parte do movimento e acreditam que seja possível avançar com o apoio das instituições como governos e ONGs. Quem vos fala é uma mulher trabalhadora,como as outras, que sempre julgou importante o debate interno no movimento ao longo de seus sete anos de militância no interior, através da literatura periférica, fanzines e trocas de idéia no Break, Rap ou Graffiti. Quanto a preocupação que Joyce coloca em relação às mulheres que consideraram o evento perdido não o julgo assim pois nele foi possível abrir diversos contatos sinceros e dispostos a discutir, isso é o mais importante. Respondendo a Cristiane eu tenho acordo da dificuldade que cada pessoa, em especial as mulheres, encontram para que se faça um projeto sair do papel, e na minha opinião isso é reflexo do sistema opressor em que vivemos que busca colocar a cultura e arte do preto e do pobre meramente como manobra eleitoralista ou apaziguador de levantes populares. Questiono as limitações que esses programas de governos e ONGs impõem porque querem convencer a juventude de que nossos problemas podem se resolver completamente por dentro do capitalismo. Também acho maravilhoso curtir um samba de roda, conhecer mina correria de todo canto, etc etc, mas temos de nos valer justamente destas oportunidades pra nos aprofundarmos das amarras que nos são impostas. Finalmente sobre o ocorrido com o show da Poetiza inicio dizendo que me oponho sim, e muito, a aliança (fiquem a vontade para classificar como quiserem: patrocínio, apoio, oportunidade...) feita do Racionais com a Nike justamente pela contradição disso com suas letras de resistência e politização, e essa crítica jamais seria feita à Flora por ela ser uma mulher, já que a exploração e semi-escravidão impostas por esta empresa a seus trabalhadores se refletem em ambos os sexos e mais ainda sobre as mulheres. E ninguém é melhor por estar desempregada e poder comparecer em um evento enquanto alguém que trabalha não pode, o problema é quando esta que desconhece os debates que ocorreram segue completamente na direção oposta, como colocado pela companheira Joyce. Deve ser muito bom mesmo artistas se sentirem tão “realizadas” com o “reconhecimento” atingido, a questão é que isso não está ligado apenas com a mera capacidade ou mérito, pois temos milhares de artistas nas ruas extremamente bons que morrem no anonimato pois sua arte não “serve” para o sistema capitalista; ter esta perspectiva é ser revolucionário, entender este sistema como entrave de nossa emancipação é ser revolucionário. A crítica também não foi direcionada a nenhum momento a sensualidade, e sim a banalização do corpo feminino, pois a sensualidade não é uma questão de gênero, não seria natural um homem ser sensual também? Ninguém aqui tem a pretensão de se tornar um homem, e se tivesse também isso não seria um problema, isso só expressa um desvio homofóbico, já que aprendemos um pouco sobre a identidade de gênero em uma das oficinas. Quanto ao fato da não identificação com as letras e posturas das camaradas que antes se apresentaram, e na minha opinião foram excelentes, para mim não me parece surpreendente, já que isso se reflete por algo muito além de um simples gosto, mas sim de postura política. Aquelas letras pra mim não são em nada atrasadas, refletem sim o cotidiano mais atual da periferia e a realidade das ruas. Perdoem-me a demora em responder, mas é que esta semana trabalhei todos os dias até muito tarde. Quem quiser conhecer os corres que faço em minha agrupação visitem o blog www.nucleopaoerosas.blogspot.com

Saudações Revolucionárias,
Bianca (Pão e Rosas).

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