HIP HOP MULHER

Cultura de Rua!

Grupos de destaque

Todos os Grupos (20)

  • Galatikos Hip Hop Soul

    2 membros Última atividade: 19 Ago, 2011

    Grupo de Hip Hop, da Z/Oeste de São Paulo,

    Comunidade São Remo

  • SOU MC!!! MANDO A RIMA E REPRESENTO!!!

    34 membros Última atividade: 10 Out, 2012 É isso aeeee! Se você manda uma rima É chegá e fazer a soma Esse é o espaço das mina E dos mano de responsa Nada mais nos alucina Quando a rima…

  • Gradi Morato

    2 membros Última atividade: 6 Jul, 2011

  • GRAFITE É MINHA VIDA!

    45 membros Última atividade: 12 Nov, 2012 Este espaço é uma declaração de amor para a Arte do Grafite! Protesto em tintas, rabiscos, desenhos, idéias projetadas nos muros, nas telas, em todos…

  • BANCA QUE SE PODE MISTURAR

    9 membros Última atividade: 11 Jul, 2011 A "BANCA QUE SE PODE MISTURAR" é a mistura de vários flows, veio para misturar estilos, conhecimentos, culturas, e para fortalecer as raízes e…

  • Mulher Negra e Lésbica

    12 membros Última atividade: 5 Jul, 2012 Espaço para democratizar as discussões políticas de gênero e sexualidade.

  • ESPORTE MULHER

    48 membros Última atividade: 23 Out, 2012 ESSA COMUNIDADE VEM PRA SUBSTITUIR A REDE "ESPORTE MULHER". O OBJETIVO É DISCUTIR, APOIAR E APRESENTAR EVENTOS RELACIONADOS COM A MULHER E O…

  • PretaH2

    8 membros Última atividade: 22 Mar, 2011 PretaH2 é uma posse de Mulheres Negras do Hip Hop que trabalha a criação Artistica e temas ligados à saúde, Educação Sexualidade, etc...

  • Black Rappers

    7 membros Última atividade: 6 Out, 2011 Este grupo e sobre a cultura que nao para de crescer que e a cultura hip-hop moro.

  • FRENTE NACIONAL MH²

    13 membros Última atividade: 6 Mar, 2011 Frente é a união das mulheres a nível nacional com o objetivo de fortelecer as idéias e os interesses das mulheres do hip hop.

  • FRENTE NACIONAL MULHERES NO HIP HOP

    68 membros Última atividade: 27 Maio, 2012 A FRENTE NACIONAL DE MULHERES NO HIP HOP foi criada no 1º Fórum de Mulheres no Hip Hop realizada em Carapicuíba em 13/14 de março de 2010. Tendo como…

  • BGIRL'S ARTICULANDO!!!

    29 membros Última atividade: 1 Out, 2012 O B.Girls Art’Culando tem como objetivo unir e proporcionar troca de informações entre as b.girls brasileiras, e outros relacionados ao Breaking (e…

  • Mulher Negra - Afro

    14 membros Última atividade: 11 Nov, 2010 Negra como a noite que a luz repele, Orgulha-te da linda cor da tua pele E do teu cabelo artisticamente trançado... Tu és um mar de sensualidade…

  • C.A.O.S

    4 membros Última atividade: 6 Ago, 2010 C.A.O.S RAP MINEIRO '' QUEM TEM OUVIDOS OUÇA '' MAURA, EDUARDO E B.BOY FACÇÃO (031) 86867890, (031) 86392713 msn : c.a.o.s@hotmail.com.br…

  • SOU DJ e daí???!!!

    15 membros Última atividade: 1 Abr, 2010 Criei essa comunidade com o intuito de facilitar a busca/procura à tod@s @s DJs do Portal HIP HOP MULHER CULTURA DE RUA. Se você é DJ....demorô pra…

  • Alicia Keys - linda e talentosa

    13 membros Última atividade: 24 Jun, 2012 Olha para quem como eu se amarra na alicia, entrem na comu, pra divulgarmos uma coisa rara, beleza inteligencia e talento tudo ne um serhumano só,…

  • ARTE EDUCAÇÃO

    30 membros Última atividade: 5 Jul, 2012 Arte é um importante trabalho educativo, pois procura, através de tendências individuais, encaminhar a formação do gosto, estimula a inteligência e…

  • HIP HOP!!! CULTURA EM MOVIMENTO!!!

    58 membros Última atividade: 5 Jul, 2012 O HIP HOP é visto pela sociedade como ponte para a marginalidade...Mas não é isso! É RESITÊNCIA!!!!!!! Movimento que arrebata e modifica a vida de…

  • Homens contra o machismo

    8 membros Última atividade: 31 Mar

    Grupo com o objetivo de ser um espaço em que nós homens possamos discutir, em conjunto com as mulheres, nossa contribuição na opressão e violência…

  • OKARIS

    2 membros Última atividade: 25 Ago, 2011 O grupo se formou em agosto de 1996 com o nome VELÓRIO NEGRO e agora em 2008 mudamos pra OKARIS.

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Introdução

É considerado maltrato infanto-juvenil doméstico aquele que acontece dentro de casa, tendo como vítimas crianças e adolescentes e é geralmente cometido pelo responsável que deveria cuidá-los. Inclui basicamente quatro tipos de situações: o dano físico, o dano psíquico ou emocional, a negligência e/ou o abandono e o abuso sexual.

Cada uma tem formas específicas de manifestação, mas o que é comum a todas elas são os transtornos graves e crônicos no funcionamento familiar, que se transmitem de uma geração para a outra: 20 a 30% das crianças maltratadas convertem-se em adultos violentos.

Até a alguns anos atrás, pensava-se que o maltrato infantil era conseqüência de transtornos psicológicos individuais, alcoolismo, toxicomania, ou de carências financeiras ou educativas.
As investigações atuais demonstram que, na realidade, é o produto de uma conjunção de fatores relacionados ao modelo familiar e social que valida a violência como procedimento aceitável para a solução de conflitos.

Pode adotar distintas formas, algumas mais fáceis de serem detectadas do que outras, mas todas denunciam um latente problema de saúde, que demanda abordagens multidisciplinares e soluções oportunas para cortar o ciclo da dor e resgatar a vítima de seqüelas importantíssimas, que a condicionará ao longo de sua vida.

Em realidade, geralmente diferentes formas de violência ocorrem simultaneamente, mas de modo descritivo elas consistem em:

Maltrato físico


É o tipo de violência mais evidente e fácil de detectar. Trata-se de lesões provocadas por qualquer motivo, incluindo as reações a condutas indesejadas pelos pais ou responsáveis pela criança. Podem confundir-se com lesões acidentais, porém o olho treinado de um pediatra ou docente saberá distingüí-las.

Existem diferentes tipos: escoriações, hematomas, luxações, fraturas, queimaduras, feridas por objetos cortantes, desgarros, lesões vicerais. As lesões podem ser provocadas por impacto, penetração, calor, uso de substâncias caústicas, substâncias químicas ou drogas.

Em geral, quando o adulto leva a criança a uma consulta médica, existem vários fatores que levam a suspeitar que certas lesões não sejam acidentais. O pediatra suspeitará quando:
a) Existem discrepâncias entre o relato do acontecimento e as lesões que se observam. Por exemplo: lesões em ambos os lados do corpo ou com diferentes graus de evolução, com a alegação que foram ocasionadas por uma queda de bicicleta. A lógica indica que neste tipo de acidente observam-se lesões no setor sobre o qual caiu o paciente, fundamentalmente nas zonas expostas e nas proeminências ósseas.

b) O tempo transcorrido entre o suposto acidente e a consulta é prolongado, ocorrendo várias horas, dias ou semanas mais tarde.

c) A consulta é realizada durante a noite ou madrugada. Os responsáveis pelo mau trato sabem que o pessoal de plantão está cansado, menos alerta e menos disposto a aprofundar o interrogatório.

d) Existem outros "acidentes" (fraturas, lesões), atendidos anteriormente em diferentes centros assistenciais.

e) Ainda que o relato e a atitude dos pais durante a consulta possam ser de aparente preocupação e de extensiva colaboração com a equipe médica, percebe-se uma chamativa ausência de angústia quanto à gravidade das lesões. Isto não ocorre habitualmente com os pais de crianças acidentadas.

Maltrato emocional


É interessante destacar que é uma das formas de maltrato infantil mais difícil de diagnosticar. Geralmente, detecta-se quando associado a outros quadros severos de maltrato e ainda que confirmada a suspeita, a intervenção dos profissionais e/ou do sistema legal ocorre de forma mais cautelosa.

É a conseqüência da hostilidade verbal crônica em forma de burla, desprezo, crítica ou ameaça de abandono e constante bloqueio das iniciativas de interação infantil. Quem maltrata psiquicamente pode adotar atitudes tais como de humilhar a criança frente aos outros, privá-la de saídas e de sua integração social, utilizando para isto desde apenas evitar a socialização como até encerrar a criança em casa.

Pode-se ilustrar este tipo de maltrato dizendo que os filhos podem ser atingidos com atitudes, gestos e palavras, ou simplesmente rechaçando a individualidade da criança ou do adolescente de maneira tal, que impeça o seu desenvolvimento psicológico normal.

Os efeitos do maltrato emocional são observados:

· no vínculo afetivo entre a criança e o adulto;

· nos baixos níveis de adaptação e funcionamento social: dificuldade para estabelecer vínculos amistosos, problemas com os pares, problemas com a comunidade;

· nos problemas de conduta: agressividade, condutas destrutivas, condutas anti-sociais;

· nos transtornos na área cognitiva e na solução de situações problemáticas;

· nos fracassos escolares;

· na tristeza e depressão: baixa autoestima, instabilidade emocional, tendências suicidas, e

· nos temores e sintomas físicos (mais freqüentes nas crianças pequenas): síndrome de falta de progresso, perda do apetite, enurese.

Negligência e/ou abandono


Fala-se de negligência quando o adulto permanece junto ao filho, privando-lhe parcialmente e em grau variável de atenção adequada e necessária. Esta desatenção pode provocar quadros de desnutrição de segundo e terceiro graus (sem que haja a princípio nenhum fator orgânico determinante), descuido frente a situações perigosas e acidentes freqüentes, imunizações incompletas, deserções escolares, desconhecimento de atividades extra-familiares, desinteresse, etc.

Abuso sexual


É uma das formas mais graves de maltrato infantil, consiste na utilização de um menor para satisfação dos desejos sexuais de um adulto, encarregado dos cuidados da criança ou alguém no qual este confie. Qualquer tipo de aproximação sexual inadequada que aconteça entre menores de diferentes etapas evolutivas e/ou o uso de algum tipo de coerção (física ou emocional), também se considera abuso sexual.

O abuso sexual reiterado não distingue classe social, nem nível sócio-cultural, constitui um dos traumas psíquicos mais intensos e tem conseqüências sumamente destrutivas na personalidade da vítima.

Os indicadores específicos de abuso sexual infantil são:

Físicos


· Lesões nas zonas genital e/ou anal
· Sangramento pela vagina e/ou pelo ânus
· Infecções do trato genital
· Gravidez
· Qualquer um dos indicadores anteriores junto com hematomas ou escoriações no resto do corpo, como conseqüência do maltrato físico associado

Psicológicos


· Relato da vítma

Em crianças em idade pré-escolar também podem ser indicadores: condutas hipersexualizadas e/ou auto-eróticas; transtornos do sono (pesadelos, terrores noturnos); condutas regressivas; enurese; retração social; temores inexplicáveis ante pessoas ou situações determinadas.

Também podem ocorrer mudanças bruscas no rendimento escolar; problemas com figuras de autoridade; mentiras; fugas de casa; fobias; excessiva submissão frente ao adulto; coerção sexual dirigida a outras crianças; queixas somáticas (dores de cabeça e abdominais); delinqüência.

Nos adolescentes alguns indicadores de abuso sexual são: prostituição; coerção sexual dirigida à crianças; promiscuidade sexual; uso de drogas; condutas auto-agressivas; delinqüência; excessiva inibição sexual; anorexia e bulimia.

Nos adultos pode-se observar transtornos psiquiátricos; disfunções sexuais; transtornos alimentares.

Seqüelas e reabilitação


Os maus tratos na infância deixam seqüelas no desenvolvimento emocional das vítimas e se tornam praticamente irreversíveis quando o maltrato for crônico. Entre os antecedentes de jovens e adultos com transtornos graves de personalidade (neuróticos), encontra-se sempre alguma forma de maltrato na infância e na adolescência.

Segundo especialistas, nos casos de maltrato físico, emocional e negligência, a reabilitação familiar é possível em 70 ou 75%, sempre que se cumpram os tratamentos indicados. Nos casos de abuso sexual a possibilidade de reabilitação é variável, porque com freqüência se torna impossível restabelecer a convivência.

É muito importante, quando se suspeita ou se confirma o maltrato infantil, avaliar o grau de risco familiar antes que a criança volte para casa. Isto requer tempo e a intervenção de uma equipe interdisciplinar especializada composta de médicos, psicólogos, assistentes sociais e advogados.

Por outro lado, o assessoramento e a intervenção planificada a nível governamental e comunitário são fundamentais para evitar que as vítimas fiquem expostas a uma situação de risco pior que o motivo da consulta.



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